Amigas virtuais, são atualmente um bem preciso.

18 agosto 2013


Tão distantes uma da outra, e ao mesmo tempo, tão próximas. Tão diferentes uma da outra, e ao mesmo tempo, tão iguais. A vida hoje me ensina que, mesmo desprovidas de contato visual, podemos ser grandes amigas, compreender, aconselhar, defender, ajudar. Alguns quilômetros não impossibilitam nossa amizade. Para mim vocês são importantes, raras, especiais, e eu ando confiando em vocês, sendo que, prometi a mim mesma, jamais confiar em ninguém.
Mas não foi antes de conhecê-las, não fôra culpa de vocês. Sempre ocultei o que eu soube e senti em mim mesma, e pela primeira vez, alguém foi uma exceção a essa regra, me fazendo acreditar por um tempo que existem pessoas que valem a pena. Não me decepcionei com vocês, e já me surpreendi algumas vezes, mas a ausência de proximidade faz com que a insegurança me invada, imaginando se no outro lado da tela, vocês sentem o mesmo afeto que eu, o mesmo carinho, o mesmo apego, a mesma necessidade de auxiliar na felicidade, e a mesma vontade de um dia, nos encontrarmos pessoalmente. Sim, já chorei ao saber que vocês estão mal e eu estou longe demais pra ajudar, pois palavras digitadas não são o suficiente para consertar um coração partido. Não acho que eu precise de vocês para ser feliz, apesar de ter certeza de que me decepcionar com vocês seria talvez, mais devastador do que me decepcionar com outras pessoas que aqui vivem. Pois eu as vejo todos os dias, e não confio tanto. Mas vocês? Eu as considero minha única esperança, a fé que se um dia chegar ao fim, não poderá ser substituída ou reconstituída em um outro alguém. Peço para que perdoem minhas inseguranças profundas, e minhas grosserias ardidas. Nunca as faço na intenção de magoar ninguém, embora raramente eu lamente uma perda. Mas se lhes interessa a palavra, vocês são minha raridade. E nada nesse mundo (nada mesmo), poderá substituir o bem que me fizeram quando meu mundo aparentara desabar sob minha alma.

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