A moda vs Ser você mesmo

24 agosto 2013


A moda está muito presente nos dias de hoje, o hit da estação é anunciado na TV, nas revistas e nos sites de internet. Shoppings lotam com o vai e vem de pessoas desesperadas para possuir determinado item fashion. Talvez não seja tão importante discorrer sobre o assunto, ou talvez seja. Muitas pessoas se prendem ao amar ou não a moda e se esquecem do seu próprio eu. E então lhes forneço o seguinte questionamento: "Você usaria ou deixaria de usar algo, por estar ou não na moda?".
Muitos dirão que não se importam com moda, mas já foram correr para as lojas comprar a última tendência da estação. Míseros robôs, submetidos a obedecer as "leis" do mundo fashion. A moda é bastante democrática, e tem para todos os estilos (ou quase todos), mas infelizmente alguns se sentem obrigados a preencher "seu estilo" com peças que estão na moda. Se não tiverem, é estranho, é feio. Coloco "seu estilo" entre aspas, pelo simples motivo de que ele não está sendo tão autêntico quando se diz ser. É frequente vê-lo gostando de uma roupa, mas deixando de usar por estar ultrapassada, ou por não combinar com "seu estilo". Coloco entre aspas, pois o indivíduo está preocupando-se demais em aparentar ser de um jeito, que esquece de ser realmente do seu jeito. É, infelizmente a moda causa este efeito nas pessoas, e não só em seus seguidores, como também, em seus "haters".
Há os amantes de moda, que não vivem sem estar por dentro das últimas novidades. E há os "haters", que não suportam ouvir as palavras "moda" e "estilo". Se dirigem a moda como algo fútil e superficial, e dispensam qualquer objeto que as pessoas estejam desesperadas demais a possuir. Negam-se a parecer iguais demais com todo mundo. Mas eles também não são tão autênticos quanto tentam parecer. Dizem que preferem ter seu estilo, e que odeiam modas e modinhas. Que são eles mesmos sempre. Mas vira e mexe pronunciam palavras como: "ah, eu gostei dessa blusa, até usaria, mas é muito modinha". Deixam de usar o que gostaram, por estar na moda. E fogem de sua procurada autenticidade, para não estragar a imagem de "odeio moda, sou mais eu" que eles querem passar ao mundo. Mas se eles realmente "são mais eles", por que deixam de comprar o que gostam para se encaixar no próprio padrão? Ninguém está obrigando-o a ser assim, a não ser ele. É por medo de se contradizer? Medo de ser criticado? Quando ele sentir esse tipo de insegurança, deveria apenas se lembrar de que tudo é motivo de críticas, mas não é por isso que ele deve fugir de si e suas mudanças. De estilo, ideia, opinião, qualquer coisa. Deveria apenas seguir a frase que ele compartilha em seu Facebook todos os dias: "Gostou? Ah, que bom. Não gostou? Tchau, boa viagem".
Confesso que eu mesma já evitei algo por ser modinha, lembra da febre Rebeldes México? Eu via todas aquelas crianças imitando os integrantes, e achava ridículo. Como conseguiam ser tão alienados sem nem se dar conta do quão patético eles eram? Óbvio que naquela época eu não possuía este vocabulário, eu tinha apenas 8 anos de idade. Eu me recusava a assistir aquela "porcaria", pelo fato de todos estarem viciados em assistir. E também já quis possuir algo que todos na escola estavam desesperados para possuir. Pulseiras fio de telefone. Uma pulseira toda esquisita, que custava 1 real e todo mundo queria ter. No começo eu achei muito estranha, depois mudei de ideia. Comprei e passei a usar, como todo mundo, eu adorava. Bom, olhando bem eu não comprei porque estava na moda, e sim, porque mudei minha opinião a respeito do acessório. Mudar de opinião não é um tabu. Não é um crime ediondo. Hoje em dia não me importo em ir a favor ou contra modinhas. Sou contra fugir de mim mesma, sou contra ficar obcecada por moda ou por ser contra a moda. Se eu gostar de algum item, me sentir bem com ele, e ele caber no meu orçamento, o que me impede de escolher o método de pagamento e levar ele para casa? Nada, apenas eu mesma, que posso escolher a insegurança ou a autenticidade, e escolho sempre a segunda opção.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

E então, o que achou do post? Gostou? Odiou? Achou uma bosta e tá a fim de me mandar pra puta que pariu, e dizer que eu sou uma escrota? Fala aí!