Pensamentos torturam, não os julgue racionais eternamente.

18 agosto 2013


Queria apenas deixar meus pensamentos paranóicos de lado. Deixar de ser tão confusa e parar de deixar as coisas tão complicadas pra mim mesma. Eu te amo, e você me ama. Devia ser simples, eu deveria apenas me deixar ser feliz, mas não consigo. Não nasci pra ser tão leve. Sempre tive um peso pra manter as coisas difíceis. Sem isso não haveria luta e vontade de vencer. Não teria o que perder. Eu me defendo dizendo que é melhor ser pessimista e ser surpreendida, do que ser otimista e ser decepcionada. Mas não é assim tão simples, eu me sinto paranóica. Me sinto culpada por pensar certas coisas, idiota por pensar em outras, e maluca, por pensar em tudo isso. Eu desconfio de mim, de você, das pessoas, das histórias, de tudo. Mas ao mesmo tempo, confio em você, pois quem lutou por mim e demonstrou foi você. Eu podia ter me bloqueado e dito “para”, mas, algo me dizia que valia a pena, então, me deixei entregar. Com medo do fim, com medo da decepção (de te decepcionar ou me decepcionar, tanto faz). Com medo de me iludir, e lembrando que se apegar é o primeiro passo pra se ferrar, mesmo sabendo que já me apeguei, e que já é tarde demais pra pensar nisso. Choro por medo de te perder num dia, e me sinto fria no outro. Fico com medo de que essa minha frieza repentina me torne a vilã da história, fico confusa pensando se isso torna meu amor menos verdadeiro. Me sinto mal. E então te vejo, e todo esse labirinto some, nada de preocupações, nada de lembranças ruins, só sinto alegria, vontade de sorrir e dar risada. Não entendo isso, por isso não peço que entendam. Ao mesmo tempo, sinto raiva de ser incompreendida. Me sinto culpada, por imaginar fins tão terríveis a uma história que senti valer a pena, me sinto culpada por imaginar você fazendo certas coisas. Me sinto idiota, por chorar imaginando de perder. Essa confusão toda é o resultado de tantas decepções, me perdoe por pensar assim, mas é inevitável.

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