Querido Ex-amor...

18 agosto 2013


Considero uma ironia começar todas as cartas com um “querido”, como costumo fazer, pois para mim, de querido você não tem nada! Ano passado eu era diferente, era maluca, alegre, palhaça, risonha. Continuo assim, mas tive uma grande pausa nessa felicidade toda durante o ano. Ainda me lembro de quando eu te vi pela primeira vez, eu não acredito como eu podia ser tão boba, eu acreditava mesmo em amor a primeira vista? Essas coisas não existem! Me joguei de cabeça nessa paixão, me iludi e fiquei cega, é sempre assim que as coisas são. Nesse ano as fofocas fizeram com que você pudesse saber o que eu sinto, não achei que fosse corresponder, mas não esperava esse ódio todo, para mim isso tudo é novidade, o amor é mesmo o defeito imperdoável que você tanto considera?
Você nunca valorizou o que eu sinto, e eu corria atrás feito uma idiota tentando te agradar, eu te deixava me humilhar! Tem ideia de quantas vezes o meu silêncio melancólico tinha o seu nome estampado nas minhas lágrimas amarguradas? Tem ideia de quantas vezes eu passei o dia sorrindo pra chorar até dormir de noite? Tem ideia de quantas vezes eu simplesmente não sabia mais sorrir? E não tenho medo de dizer, era sim tudo sua culpa! Por sua causa, descontei minha raiva e sentimentos pesados de um modo o qual é melhor não comentar agora, por sua causa eu simplesmente desisti de ter qualquer relação amorosa, passei meses recusando todos os convites, passei meses sufocada em plena dor! Mas agora eu me ergui das cinzas, me levantei do chão quando tudo parecia me esmagar e conspirar para que eu permanecesse jogada lá. Eu cansei de sofrer, cansei de chorar, cansei de você. Já chega de nadar contra a corrente, pra mim que se dane você gostar de mim, ou me detestar, agora tanto faz, não quero mais nada! Já chega de lutar tanto, querendo conquistar alguém que não quer ser conquistado - e cá entre nós, nem merece! - A felicidade bateu na minha porta agora, e sempre que batia eu parecia não estar, andava ocupada demais no quarto escuro do sofrimento, mas agora eu vou abrir, que venham novos sorrisos, novos amores, novas histórias, novos “tudos”! Vou conhecer novas pessoas, beijar mais, sorrir mais, sair mais, para recuperar o tempo que eu perdi com besteiradas como você e seus sentimentos de pedra.

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