Faça o que ama, por amor ao que se faz

29 setembro 2013


Uma das coisas que eu aprendi com as experiências, é que quando fazemos as coisas por amor, elas tendem a dar mais certo, na verdade, eu sempre pensei assim, mas a minha opinião sobre isso apenas foi reforçada. Em 2010, quando eu comecei a escrever blogs, eu não fazia ideia da importância que a blogosfera teria na minha vida, eu apenas estava curiosa, queria saber se era tão legal assim, já que eu via pessoas criando blogs o tempo inteiro, naquela época, eu estava na fase de ler revistas, de me inspirar nos look's mesmo sem saber o que estava na moda, e encontrar o hit que mais combinava comigo, seria um hit apenas meu (sempre gostei de ser autêntica). Eu era meio insegura, e por consequência, vaidosa, achava que pra me sentir bem eu precisava estar sempre arrumada e bonita, e ia postando sobre estilo, moda, dicas, inspirada nas revistas que eu lia, entre elas, Capricho, Toda Teen e Atrevida, cujas coleções eu tenho até hoje pra espantar o tédio quando não é possível se concentrar em um livro (confesso que às vezes leio só pra dar risada das matérias que há um tempo atrás eu confiava piamente, sim, eu sou debochada assim mesmo, mas o importante é ter saúde, mesmo sem ser normal). 
Bom, o tempo foi passando, e eu fui me apaixonando pelo que fazia, aprendi sobre web design lendo tutoriais, aprendi sobre direitos autorais, entre outras coisas que eu lia virtualmente, mas acabei me atrapalhando no começo, e repeti na oitava série por esse e outros problemas que eu tinha na época, em 2010. Chegou 2011, criei um tumblr por curiosidade também, ri com os posts no começo, mas depois, me encantei com os textos. Quis escrever também, feito uma criança de 5 anos, que vê sua amiga com um chocolate e diz que também quer. Eu passei por uns amores, fui superando, e o meu jeito de ser foi mudando conforme as coisas iam acontecendo comigo, de um jeito que eu realmente não previa, e na época, não queria. Em 2012, eu ainda era a garota de 2010, vaidosa e insegura, mas também era um pouco mais madura, menos tímida, sem aquele medo de falar em público que eu já tive, sem aquele medo de conversar e fazer amigos, mas mesmo tão evoluída, surgiram alguns problemas, amorosos, sociais, escolares, familiares... resumindo, foi um inferno, pelo menos pra mim. Eu fui mudando de novo, meu estilo, meu gosto musical, o jeito de pensar, de sentir, de agir, uma das coisas mais importantes, que realmente influenciou e marcou muito minha vida, foi a música, meu pai sempre ouvia Rock no carro dele, e eu gostava, mesmo tendo um gosto meio diferente. Alguns sons eu realmente demonstrava gostar, outros eu achava brutais. Mas à medida que minha raiva foi aumentando, eu fui precisando extravasar, por isso, passei a ouvir o bom e velho Rock and Roll cada vez mais, isso ajudava muito a equilibrar minhas emoções, e de certa forma ainda ajuda. Eu fui me assumindo cada vez mais, porém, isso me fez enxergar que o blog que eu escrevia na época, o Garota Antenada, não combinava mais comigo, e nem eu com ele, pois quando escrevi eu tinha uma vaidade exagerada a qual eu não possuía mais, meu estilo musical não batia mais com as coisas que eu falava. Meu jeito de escrever havia mudado também, estava mais poético e filosófico, a vida me fez ficar mais pensativa, reflexiva, racional, pois eu passei a procurar modos de não deixar as coisas desabarem quando tudo parece tão bem. O blog tinha a ver com isso? Não, pelo menos não mais, tentei mudar um pouco, escrever o que eu gostava, mas não funcionou, eu estava confusa, faltava auto-conhecimento para prosseguir, e de tanto pensar, cheguei a conclusão de que o melhor era parar. Terminar tudo, pois eu precisava de um tempo para mim, para colocar os pensamentos em ordem, isso foi em agosto, se não me falha a memória.O ano foi passando, eu fui pensando em carreira, as matérias me agradavam, então pensei em jornalismo. Mas vi que a rotina deles era imprevisível demais. Depois vi que eu gostava de interpretar às vezes, pensei em artes cênicas, mas pesquisando vi que isso também não era "a minha praia". Então lembrei-me do blog que eu comecei em 2010 e larguei, e no final de 2012 decidi investir em administração e web designer, carreira dupla é sempre mais difícil, é verdade, mas não é impossível e o importante é fazer o que se gosta, e se sentir bem com isso. Sentir-se bem era tudo o que eu precisava, e isso fez com que eu corresse atrás dos meus sonhos, eu ainda estou na luta, e não vou desistir até conseguir, às vezes me surpreendo com meus próprios planejamentos, não fico me vangloriando, me colocando acima de todos, isso me deixa feliz só por saber que posso estar no caminho certo. De tanto pensar nisso, acabei voltando aos blogs em agosto de 2013, lembrei de todo o aprendizado que adquiri nesse mundo, e entrei em reflexão novamente (sim, eu gosto de refletir). Vi que se não fosse pelo blog e outras coisas, eu não estaria na luta para fazer o que amo, e por pura gratidão e racionalidade, decidi voltar a escrever, mas dessa vez, sem a obsessão que obtive no começo, tudo tem sua hora certa, e apesar de me ajudar, o blog não é a prioridade maior. Basta separar o tempo, aprendi muito com ele, e ainda tenho muito a aprender, e a ensinar também. Decidi que quero fazer a diferença, quero ajudar a mim mesma primeiro, para poder também ajudar o mundo com minhas ideias, mas vamos por partes, muita calma nessa hora. E escrever sempre me acalma também, eu penso enquanto escrevo, escrevo enquanto penso e vice-versa, isso me ajuda a tomar decisões, ajuda a ser quem eu sou. Sempre amei escrever, e o Tumblr me ajudou a reforçar isso. Como eu estava dizendo, eu quero fazer a diferença e ajudar os outros, me acalmar a meu modo e ajudar os outros com o que aprendo. Para ajudar os outros, eu preciso estar bem, e saber o que estou fazendo. E se tem uma coisa que eu quero muito ensinar ao mundo é: faça o que ama, por amor ao que faz, pois quando se tem paixão, as coisas ficam mais agradáveis, e fica mais fácil raciocinar quando estamos calmos, felizes e equilibrados, é muito melhor investir nesse tipo de amor, do que nas segundas intenções. Uma vez vi o PC Siqueira no twitter, falando sobre o que eu já sabia: fazer o que se ama, eu sigo ele porque às vezes ele filosofa, me faz pensar e aprender. Eu gosto de aprender, logo, gosto do que ele diz. Ele disse que algumas pessoas fazem vídeos por interesse, para ganhar muitos acessos da noite para o dia e com eles, ficar rico. Acabam se iludindo com o sucesso alheio, como se o mesmo caísse do céu em um estalar de dedos, eles nem sequer gostam do que fazem, querem apenas a mordomia que a riqueza pode oferecer a eles. Concordei plenamente, e vi que o mesmo vale para os blogs, para a carreira, e para tudo na vida, vi que na blogosfera algumas pessoas tem esse mesmo costume, e acabam desistindo quando veem que as coisas não saíram como o esperado. Se elas estivessem ao menos apaixonadas pelo que criaram, não teriam desistido, pois quando a gente realmente ama algo ou alguém, não desiste assim tão fácil, não apenas por achar certo persistir, não apenas por racionalidade. Apenas não conseguimos, pois acabamos desejando tanto que fazemos de tudo para conseguir isso, podemos nos humilhar, engolir nosso orgulho, e nos afogar com ele, mas enquanto o que queremos não estiver em nossas mãos, nós não desistimos. Fica muito difícil desistir de algo que fazemos, quando amamos isso. 
E concluindo o que eu queria explicar: é essa a importância de fazer o que se gosta: sentir-se bem, receber uma motivação maior para a persistência e o raciocínio lógico, e por consequência de tudo, chegar ao topo.

2 comentários:

  1. Olá!
    Amei esse texto, aliás, amo os seus textos! Concordo com o que você falou sobre termos que fazer o que gostamos. Acho devemos fazer isso independente do que as pessoas falam. Comecei a fazer isso há pouco tempo, pois ligava muito para o que as pessoas pensavam. E agora tô bem melhor e mais feliz.
    E claro, tem que dividir o tempo também! Beijos - http://otoemduvida.blogspot.com.br/

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  2. @Ó tô em dúvida Que bom que você entendeu o que eu quis dizer, e que bom saber que você curte os meus textos, eu também li os seus e acho que você escreve muito bem, mas acho que você deveria superar seu medo, e sair do anonimato... talvez isso te fizesse mais feliz. ;)

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