Anonimato: a parte engraçada dessa maluquice

21 outubro 2013


Andei sem inspiração por uns dias e sem tempo pra postar, pois aconteceram umas coisas na minha vida que não valem a pena comentar, mas elas me deixaram meio mal. Agora que está tudo bem, faltavam apenas as ideias, que pareciam não aparecer nunca. Eis que surge um anônimo me xingando em uma rede social, com inúmeros erros de português. "vc n se fraga que tu é uma merda ? n em guria tu acha que vou tirar do anonimo pra que se vc sabe quem sou fica se fazendo vc mudou pra pior me da nojo vc e essa tua priminha que é outra piranha e aquela bolacha do teu primo , n tem vergonha na cara teus primos se comendo nesse dias ai tua priminh". Eu já estava rindo de outra mensagem quando vi essa, e acabei tendo uma ideia para uma postagem. O que eu acho deles?
Alguns diriam que esse tipo de xingamento é CyberBullying, é engraçado como hoje em dia tudo é chamado de Bullyng, só seria cyber bullying se isso me afetasse, e fosse uma perseguição. Não é nenhum dos dois, o que me diverte nessas mensagens são os erros de português, pois em todo "anonimo", "em" e "priminh", existem mãos nervosas ao digitar tremendo, e um ensino fundamental incompleto. Vou deixar bem claro que ele estava falando de uma foto, e que estávamos nos abraçando, acho que todo primo de sangue tem o direito de se abraçar, mas infelizmente a sociedade atual vê malícia até mesmo numa simples demonstração de afeto. O que é lamentável.
Ninguém deveria se sentir ofendido ou magoado ao receber esse tipo de mensagem, na maioria das vezes eu dou risada, a não ser que eu esteja de mal humor, mas isso não costuma me afetar. Eu sei que eles provavelmente não fazem nada da vida, não trabalham, não estudam, e se trabalham, é num daqueles trabalhos medíocres e sem futuro, ainda se eles tivessem alguma prioridade, de juntar dinheiro pra faculdade por exemplo, mas a intenção é gastar com a primeira bobagem que aparecer. Talvez haja alguma exceção, mas pensem comigo: se você fosse uma pessoa que venceu na vida, bem sucedido, que ganha bem, talvez seja pirfamoso, você perderia seu tempo mandando esse tipo de mensagem, pra depois ver que o remetente riu da sua cara e ainda se inspirou pra falar disso em um blog? Você queria prejudicar e acabou ajudando, isso provavelmente te deixaria frustrado, e tentaria pegar mais pesado na próxima vez, o que de novo, falharia. Deveria estar fazendo o relatório do mês, mas por que deveria aproveitar o seu sucesso quando você pode mandar mensagens medíocres pra quem não tá nem aí, não é mesmo? Deve ser bem mais proveitoso e prazeroso ver que sua mensagem foi zoada, claro.
Não sei se esse anônimo me odeia, bom, provavelmente, haha. Mas se ele realmente quer me afetar, e precisa me ver mal pra se sentir bem, é porque ele está mesmo no fundo do poço, pois sua vida só pode ser valorizada por comparação a minha, a qual ele tentou piorar. E é claro que não conseguiu, pois não é uma mensagem equivocada e cheia de erros de ortografia que irá estragar meu dia. Outra coisa que eu quero ressaltar, é o medo que essas pessoas têm de desmarcar a opção do anonimato, é claro que ele não assumiu o medo dele, orgulho de ser idiota em primeiro lugar. Até parece que ele sujaria o nome dele tirando do anônimo, pois as pessoas veriam quem ele realmente é, e o que ele costuma fazer com as outras pessoas, não sei nem se ele manda só pra mim ou se manda pra outras pessoas, mas o ato seria patético de qualquer jeito.
Mesmo se ele não estivesse tão mal, imagina só: ele está lá mexendo nas redes sociais, e se depara com o ask.fm de uma garota que ele odeia, e, motivado pelo repúdio e pela opção de se esconder, ele aproveita e digita freneticamente tudo o que ele pensa sobre a mesma, simplesmente descarrega o ódio dele em uma mensagem. Marca em anônimo por vergonha do que as pessoas pensariam, e fica cada vez mais irritado ao ver que a garota demonstra não só estar lixando, como também deu boas risadas. Seria uma coisa da qual eu me envergonharia de fazer, mas algumas pessoas sentiriam orgulho, por um motivo desconhecido, ou muito óbvio: falta de caráter e de laço. Até me peguei imaginando: "se virtualmente ele me considera insuportável, imagina pessoalmente"? A primeira palavra que surgiu na minha boca, não foi nem a resposta, foi... vish. Não que eu me importe, mas eu faço o tipo de pessoa que conta piadas sem graça e acha graça, que gosta de incomodar os amigos até eles não aguentarem mais, que uma hora está dando crise de risos mas no minuto seguinte já se irritou com a caneta que está falhando. Poucos são aqueles que entendem meu jeito, digamos, diferente de ser, até eu me confundo às vezes. Mas tem uma ideologia que me ajuda muito: "viva pra agradar a si, e não aos outros". Eu faço o que gosto, na maioria das vezes eu gosto de quem eu sou, então não tem motivo pra eu me sentir ofendida com uma mensagem, ou com um xingamento repentino em sala de aula, mas claro que se um colega de classe resolvesse me xingar eu me irritaria.
Tem outra coisa que eu acho muito estranha no hábito de xingar os inimigos: quando você odeia alguém, você não suporta ouvir o nome, a voz, nem ver o rosto dessa pessoa, eu realmente não perderia meu tempo xingando as pessoas que eu não gosto, e procuro me manter o mais afastada possível dessas pessoas. Afinal, se elas são tão irritantes que sentido faria se eu tentasse me aproximar, e ainda ficasse reclamando do jeito da pessoa?
E pra fechar esse post com chave de ouro, uma mensagem para todos os anônimos que já ficaram à beira de um infarto quando me mandaram mensagens: continuem mandando, pois vocês me divertem muito, esse inclusive, até me inspirou, é realmente engraçado imaginar como anda a vida de vocês, e o que leva a mandar essas mensagens, até mesmo a expressão de ódio fulminante no rosto deve ser hilária, levando em conta que eu não fiz nada. Quem sabe um dia eu leve o "trabalho" de vocês a sério, e pelo menos finja que isso me ofendeu, para que vocês não se sintam tão inúteis. Beijos, e sei que é estranho, mas eu amo vocês, pois vocês me fazem enxergar que sempre tem alguém que estará pior do que você, o ato denuncia a verdade.

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