Resenha: O Diário de Anne Frank

17 outubro 2013



O livro foi publicado pelo pai da adolescente, mais ou menos no ano de 1945, a menina havia morrido de tifo, em um campo de concentração próximo a Hannover (Alemanha). Otto foi o único do anexo secreto a sobreviver ao holocausto, após Auschuwitz ser libertado pelo exército Russo, ele foi repatriado a Amsterdã, passando também por Odessa e Morselha. Ele se mudou algumas vezes, casou-se com Elfriede Markovitsn e viveu em Birsfrielden até a sua morte em 19/07/1980. Lá ele decidira realizar os desejos da filha de divulgar seus pensamentos, ideologias, sensações e vivências internacionalmente.
Em seu diário, Anne Frank falou sobre o desespero que ela e sua família passaram durante a 2ª Guerra Mundial, de 12/06/1942 a 01/08/1944. Relatou fatos importantes sobre o acontecimento histórico, além das inúmeras brigas e discussões das pessoas que conviviam no Anexo, sua personalidade, seus pensamentos, ideais, e o amor que sentiu por Peter. Mencionou as saudades que sentia da escola, e a ansiedade para o período pós-guerra. Ela era divertida, inteligente, costumava ser estudiosa, gostava de mitologia, árvores genealógicas, amava ler e escrever. Ela mantinha uma fachada fria, egoísta, barulhenta e egocêntrica, a "dona da razão", e mimada, mas no fundo era dependente, possuindo sentimentos de solidão e carência. Tinha medo de demonstrar isso, pois segundo ela a situação poderia ser piorada, e precisava de um amigo confiável o suficiente para confidenciar, e por um bom tempo, esse amigo era Peter.7
Fiquei surpresa ao ver quantos sonhos ela tinha: fazer faculdade, publicar livros de ficção que ela mesma criava, publicar seu diário... Anne Frank queria fazer a diferença no mundo, e nunca pôde descobrir, mas o único desejo realizado foi realmente este: continuar vivendo, mesmo depois de morta. Queria deixar algo bom para o mundo aproveitar, para que as pessoas pudessem viver mais felizes por causa dela.
O livro inspirou uma turma de alunos sem fé de um colégio americano que se situava na periferia, eles eram assim por causa de seus problemas com gangues de racismo. Uma professora da classe média dedicou-se a mudar a história deles, convenceu-os a ler "O Diário de Anne Frank" e pediu que cada um escrevesse um diário próprio. No final do ano, todos os diários foram publicados em um livro chamado "Diário dos Escritores da Liberdade", cuja obra gerou um filme denominado "Os Escritores da Liberdade".
Outra coisa que me chamou atenção (talvez até mais do que o restante dos tópicos citados), foi o amor que a protagonista sente pela literatura em geral e pela aprendizagem, além de ser muito determinada e persistente. Ela era muito capaz de conquistar cada desejo que possuía, se suas tentativas não fossem interferidas pelo nazismo de Hitler ela poderia estar hoje feliz e satisfeita, em plenos 82 anos. Acredito que ela se tornaria uma escritora bem famosa e reconhecida no mundo. Não sei se ela estaria junto à Peter, pois o mesmo a decepcionou de um modo que a fizesse querê-lo mais como amigo do que como amante. Antes dessa decepção ocorrer ela conseguiu fazer com que ele a amasse.

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