O que é amor? O amor Existe?

25 novembro 2013



(obs.: Não precisa dar play se não quiser, a música é meio chatinha e eu só escuto quando tô de bem com a vida, o que é meio raro)
O que é o amor? O amor é entender tudo, e ao mesmo tempo, não entender nada. O amor é imaginar como a pessoa se sente, mas ao mesmo tempo, não fazer a menor ideia. O amor é querer por perto, e ao mesmo tempo, querer longe. O amor é aceitar, e ao mesmo tempo, recusar. É quando ouvimos um desabafo e tentamos ajudar, quando nem sempre entendemos, mas tentamos imaginar. É quando queremos ser correspondidos, é quando necessitamos ser aceitos exatamente pelo que somos, sem mudar nada. É quando queremos a pessoa cada vez mais perto, mas aceitamos a distância que não nos torna separáveis - por maior que a mesma seja.
Amor é quando realmente somos capazes de tudo para ver um simples sorriso, para receber um olhar. Vamos até o inferno e voltamos, entramos nas mais loucas batalhas e disputas pela simples necessidade de ter um alguém só pra nós. Amor é quando vemos o pior lado de uma pessoa, vemos suas crises, suas manias, seus prantos, seus piores dias, e mesmo assim a queremos por perto, sem saber por que e nem pra que, apenas queremos. Apenas amamos. É quando percebemos o quanto a pessoa pode ser fria, ingrata, cruel, sentimos raiva, frustração, decepção, passamos a odiá-la por um minuto, mas no próximo segundo, percebemos que ainda a amamos. Que não sabemos odiá-la apesar de tudo. Amor é quando somos traídos, pisados, esnobados, massacrados, mas o sentimento ainda persiste, causando imensa dor e ódio de si mesmo. Amor é tentar entender o porque a pessoa não nos quer, e jamais ter uma resposta. Amar é ter noites de plena insônia, com nome e sobrenome, talvez até um apelido. Amar é acordar com um só nome na cabeça, almoçar, se vestir e ir dormir com esse mesmo nome repetitivamente.
Amor é quando realmente, somos capazes de tudo para ver um simples sorriso, um mero sinal de felicidade causado por nosso mérito, causando enorme prazer. É quando somos capazes de tudo, inclusive nada. É quando somos capazes de deixá-la nas mãos de outra pessoa, por ter o simples conhecimento de que o outro se sente melhor assim. É quando somos capazes de partir, sabendo que a proximidade não a torna feliz. Amor é quando morremos de ciúme ao ver nosso parceiro ao lado de uma desconhecida, é quando sentimos um medo desesperador de perder este nosso ente. É saber que ele não nos deixaria, e ao mesmo tempo, sentir dor previamente imaginando como isso poderia acontecer. É chorar por não saber esquecer. 
Amor é quando jamais desistimos, ou é exatamente quando desistimos - pois nem sempre somos a pessoa certa para fazer alguém feliz. E a queremos feliz, por isso desistimos. 
Amor é quando o sentimento persiste mesmo depois do fim, ou apenas diminui sem deixar ódio.
Como surge o amor? O amor pode surgir de uma primeira atração, não existe amor à primeira vista. O que existe é a evolução dos sentimentos, uma atração pode virar paixão, e a paixão pode aumentar até se tornar amor, ou aumentar até parecer amor, e diminuir quando se tornar uma decepção. Quando pronunciamos o dito "achei que ele fosse diferente" ou "não sabia que você era assim". Isso não é amor, é paixão. O amor já foi definido, ele pode surgir de uma amizade, cujos sentimentos pela pessoa aumentam cada vez mais, quando sabemos a vida inteira de um determinado ser, e não crucificamos seus erros abomináveis. O amor pode surgir da convivência entre dois seres, a partir de um primeiro olhar, ou de um primeiro "olá". 
O que eu sinto é amor? O amor nem sempre é correspondido, mas nem por isso deixa de ser sentido, pois o sentimento puro e verdadeiro é eterno, jamais termina. Se terminar, não era amor. Era paixão, atração, amizade, qualquer coisa. Não era amor. Talvez você jamais tenha sentido amor por um namorado, por paquera, por um ficante. Mas de fato, o amor vai muito além de beijos, amassos, e histórias românticas ou melodramáticas. Amor é o que você sente pela sua família, pelo seu melhor amigo ou melhor amiga. É o que você sente pelo seu cachorro, pelo seu gato, pelos seus animais de estimação. Apenas imagine como seria sua vida sem a pessoa, e saberá se o que sente é amor. Apenas imagine o que seria capaz de fazer pela pessoa, e saberá se o que sente é amor. Amar é diferente de admirar, você pode admirar seu ídolo, mas não o ama. A admiração pode muitas vezes cegar uma pessoa, transformando tudo em decepção e rancor. Talvez você não ame sua família, não me xingue, não se julgue, nem sempre isso acontece. Mas se você for capaz de abandoná-los em sua pior fase pelo simples fato de ter cansado, de desejar sua independência, é porque você não os ama realmente, o amor não se mistura ao egoísmo. Quem ama se importa, quem ama compreende ou ao menos tenta compreender e ajudar. Mas caso você se afaste, por sentir que está atrapalhando, por sentir que sua dependência causa mais dor do que alegria, sim, você ama. Pois mesmo sabendo que sua felicidade pode estar em risco, você está se afastando no intuito de ver a felicidade alheia.
O amor existe? Talvez ele exista, mas é apenas mais uma espécie em extinção. Uma espécie de sentimento em extinção. O ser humano está cada vez mais frio e egoísta, capaz de fazer tudo por uma simples ambição. Ele acha que ama. Ele finge que ama. Mas não ama -poucos são aqueles que realmente amam. Poucos são aqueles que realmente se dedicam. 
O ser humano é capaz de se atrair, de admirar, de se apaixonar, mas nem todos são capazes de amar. Os corações andam cada vez mais petrificados pela frieza e pelo medo, são transformados em um gelo seco e indestrutível, incapazes de derreter-se. Muitos procuram não amar para fugir de decepções, para fugir da eternidade de um sentimento não-correspondido -talvez eu seja assim também.- São egoístas, cruéis e ambiciosos, são também falsos e hipócritas, capazes de falsificar um sentimento para obter o que desejam, nem que seja uma simples companhia. Nem que seja o fim da carência e da solidão. E eles jamais assumirão isso, ninguém em sã consciência assumiria que vive um falso amor por dinheiro, ganância, ou por superficialidade, apenas para espantar a carência e a solidão, ou apenas para mostrar que não está encalhado, ou quão bonito e/ou rico é o seu parceiro. Apenas para mudar um simples status de Facebook, apenas para ter alguém para passar os domingos, para ir ao cinema, alguém para exibir-se em conjunto. Para beijar e fazer sexo, para mandar mensagens e atender ligações, para fingir que se importa e sempre convencer, ou achar que convence. 
Talvez ele não exista no coração das pessoas, pelo simples fato de muitas pessoas irem embora de casa por desejos fúteis de auto-satisfação. Pelo simples fato de muitas pessoas amarem em um dia, e no outro, não amarem mais, causando imenso ódio no término da relação. Pelo simples fato de nunca ter sido testemunhado um amor realmente recíproco, uma história sem fim. Pelo simples fato de muitos estarem amargurados por antigas paixões e atrações, e se sentirem atualmente incapazes de amar alguém de verdade. Pelo simples fato de muitas pessoas desistirem de outras, por acharem que estão amarguradas demais para amar novamente, e depois que desistirem, falarem estupidamente que tinham razão. 
A existência do amor é rara, é difícil refletir sobre a mesma, seria necessário um censo para saber quantas pessoas no mundo amam de verdade, e quantas pessoas acham ou fingem que amam. Algumas pessoas acham que seriam capazes de tudo, e dizem que são, mas não são capazes de nada. Algumas pessoas não são capazes de nada, e dizem que não são, mas são capazes de tudo.
 Talvez nem mesmo uma pesquisa feita mundialmente respondesse as perguntas: "O que é o amor?", "Como surge o amor?", "O que eu sinto é amor?", e, "O amor existe?". 


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