Escrever pra quê?

21 dezembro 2013


Encontrada em: http://caroliinearisa.tumblr.com/page/4
Poucos entenderiam o amor que eu sinto pela escrita. Bom, é como diria Anne Frank: "O Papel tem mais paciência do que as pessoas". Nunca fui boa em desabafar, e falar tudo o que existia por trás da minha estupidez. Nunca fui boa em contar segredos e crer que eles não seriam revelados. Sempre fui o tipo de pessoa que mantinha uma fachada realista, quase sempre pessimista, mas que no fundo sonha mais do que uma garotinha de cinco anos de idade. Hoje eu corro atrás deles, e faço de tudo para que um dia eles se tornem realidade. Um dia eu escreverei livros, serei colunista, e eu ainda vou trabalhar como web designer ou auxiliar administrativa, nem que seja por tempo limitado. Um dia eu ainda vou viajar pelo mundo inteiro, ou pelo menos pelo Brasil. Um dia quem sabe... eu consigo tudo. Mas o importante mesmo é fazer da escrita a minha vida, se é que ela já não é (eu apenas não ganho dinheiro com isso).
Começou quando eu era pequena, eu era sonhadora e gostava de inventar histórias, montar livrinhos. Eu amava quando meu pai lia pra mim antes de dormir, amava quando ele falava sobre como foi a infância e a adolescência dele. Amava quando na aula de português, a professora nos mandava fazer uma redação. Nunca reclamei do número de linhas que era pedido, nunca reclamei do tema que era proposto, pois eu sempre pensava em algo. Se me pediam 10 linhas, eu escrevia 17. Se me pedissem 15, eu escrevia 21, e por aí vai. Enquanto a gramática arruinava a vida e os trabalhos escolares dos meus colegas, eu fazia dela uma de minhas melhores amigas (aquela para todas as horas).
O tempo passou, e eu entrei para a quinta série em uma turma que definitivamente, estava muito longe de ser boa. Eu tinha só dois amigos e olhe lá, nunca fiz questão de ser popular e aceita, até porque eu jamais conseguiria, eu fui tímida por um bom tempo, e só me soltava quando me aproximava um pouco mais das pessoas. 
Um dia, no super-mercado, quando minha mãe me perguntou se eu queria alguma coisa, ao invés de pedir doces e chocolates como sempre, eu pedi um caderno. Não muito caro, apenas um caderno pequeno, com uma estampa da Susie (eu lembro até hoje, mas não tenho o primeiro diário guardado). No começo eu escrevia apenas sobre o dia a dia, falava sobre tudo o que eu fiz, mas não mencionava meus sentimentos e pensamentos mais profundos. Porém, esses sentimentos foram aumentando gradativamente, até o ponto de eu precisar colocar no papel. E foi o que eu fiz, a partir da sexta série, quando eu fiz minha primeira melhor amiga, aquela que me encorajou a enfrentar alguns medos, e que me fez perder parte da vergonha que eu tinha de pedir coisas aos meus pais. Parte, não toda ela, até hoje eu odeio ter que pedir coisas, mas não sinto tanta vergonha.
O tempo foi passando, e na oitava série, em 2010, eu me separei dessa minha amiga, e novamente, fiquei excluída na turma, até mais do que antes, eu odiava todos, sem exceção. Meus problemas pessoas foram aumentando, e o desejo de escrever ainda mais.
Comecei a me sentir curiosa sobre como seria a vida de uma blogueira, eu lia revistas de vez em quando, e apareciam cada vez mais matérias sobre blogs. Foi então que eu decidi criar o meu, sobre variedades, dedicado a adolescentes, especialmente garotas. Eu me dediquei tanto que acabei repetindo de ano, na verdade eu repeti por uma série de motivos (mas apenas eu os conhecia, ninguém precisava saber quais eram eles). O fato é que os blogs me ajudaram a me distrair ao invés de ficar pensando em coisas que me faziam mal, e fez com que eu tivesse opções sobre em que carreira investir. Foi aqui que eu comecei a gostar de html. Pensei primeiro em jornalismo, depois em artes cênicas (por loucura, admito, eu odiaria ser atriz), depois pensei em administração, e em design gráfico. Agora voltei a pensar em jornalismo, porém, não como repórter jornalística, mas sim, como colunista. 
Eu passei mais ou menos dois anos escrevendo dicas e me animando com cada postagem, até hoje eu nunca recebi muitos acessos, mas mesmo assim, o importante é que eu gostava do que fazia. Pelo menos até o ano passado... meus problemas pessoais chegaram ao pico, e foi necessário um milagre para eu ter passado de ano (até hoje eu acho que não merecia ter ido para o segundo ano, mas tudo bem). Eu perdi a inspiração pra postar, eu perdi a inspiração pra editar... perdi o ânimo, perdi tudo. Foi um ano repleto de crises e decepções, não vale a pena entrar em detalhes. Sei que em 2010 eu criei um Tumblr de comédia também (eu só reblogava, nada demais). E que depois de um tempo, ele se tornou um Tumblr de textos, totalmente depressivos e melodramáticos (e assumo que não muito bons, afinal, nem sempre eu tinha uma boa inspiração). 
Esse ano eu segui em frente sem levar em conta o peso que ficou em 2012 (e torcendo sempre pra nunca mais ter um ano como aquele), e em pleno final de agosto, voltei a ser blogueira, mas desta vez, de textos (tá, nem sempre escrevo textos, mas afinal de contas, o blog é meu ou não é?). Passei por alguns problemas, mas resolvi todos, e apesar de às vezes pensar demais, isso não me faz querer desistir do blog, não me faz desistir de todos os meus planos... nem sempre é tão fácil manter a concentração, mas se eu desistir, terei jogado fora todas as tentativas, e eu jamais me perdoarei se fizer isso.
E os diários? Bom... eu continuo escrevendo, sempre sobre meus pensamentos, sempre sobre o que eu sinto... às vezes sobre o dia a dia, e outras, sobre algumas pessoas. Os diários me ajudaram a tomar várias decisões, eu até criei uma frase uma vez: "Eu escrevo enquanto penso, e penso enquanto escrevo". É inevitável, faz parte de mim. Hoje já não sou mais tímida, nem muito anti-social, mas continuo me isolando de vez em quando... não tenho dificuldades para fazer amigos, e socializo com facilidade, mas não faço tanta questão. 
O nome do blog é justificado na Faq, mas... eu amo falar disso haha. Foi apenas uma tentativa de o blog aceitar as minhas ideias, mas no final acabou combinando comigo,. afinal, eu escrevo diários e tenho vários guardados até hoje. A escrita é como uma terapia pra mim, é assim que eu me alivio.

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