Rolezinho? Aff.

29 janeiro 2014


Faz um certo tempo que, em São Paulo, ocorreu um protesto em um Shopping que foi chamado de Rolezinho. O shopping era privado, destinado para pessoas de classe média ou alta, e possuía uma catraca na entrada. 
Não era recomendado uma pessoa da classe baixa entrar lá, primeiro porque ela não ia conseguir comprar nada, e shopping serve pra que? Além disso, quem é pobre poderia acabar sentindo um pouco de vergonha de ir lá, afinal, todo mundo é rico e arrumado, só ele que não é tão rico e arrumado assim. 
Por causa dessa limitação às visitas do shopping, alguns jovens se indignaram e se rebelaram, produzindo um arrastão generalizado, porque eles precisavam de um lugar para fazer o seu tão amado rolezinho. 
Quando eu soube que eles fizeram protesto só pra ter um lugar de lazer, a primeira coisa que eu pensei, foi: "Sério? Protestar por isso? Só isso?". Afinal, existem tantos protestos contra a corrupção, contra a poluição, contra o desmatamento, manifestações a favor da educação, da saúde, da segurança... e eles estão lá brigando por um mísero ponto de lazer, que pode muito bem ser substituído por qualquer outra coisa, como uma pedalada no parque, ou uma ida à sorveteria.
Por um lado, eles estão lutando contra a exclusão social, uma vez que o shopping de lá esteja sendo limitado às pessoas ricas e boas de grana. Aqui na minha cidade o shopping é livre para qualquer pessoa entrar, tem gente que se você olhar bem nem tá tão arrumado, e muitos vão apenas para dar uma caminhada. No caso, o rolezinho que eles queriam dar. 
Talvez em cidades pequenas a exclusão social não seja tão frequente quanto nas cidades grandes, pois na minha pelo menos não existe tanta gente rica assim. Em cidades grandes existem vários bairros nobres, e o centro acaba se tornando um lugar onde predomina pessoas ricas circulando por aí, a quantidade delas acaba sendo tanta, que aqueles que não possuem uma qualidade de vida tão boa acabam perdendo o acesso a certas coisas, como pontos de lazer e coisas essenciais, como uma saúde ou uma educação de qualidade.
Obviamente, nada justifica atos de violência como os arrastões que ocorreram naquele shopping, um protesto deve ser feito com placas de modo civilizado, não com socos, pontapés ou vandalismo. Como já diz o ditado, "violência gera violência". 
Protestar é uma coisa, destruir é outra. A exclusão social pode até ser um problema inaceitável, mas não é necessário colocar outras pessoas em risco porque você quer sair com seus amigos no final de semana.

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