#Resenha - Diário de uma Paixão

16 fevereiro 2014




Autor: Nicholas Sparks
Ano: 2010 (2ª impressão)
Editora: Novo Conceito

Diário de uma Paixão foi o primeiro livro o qual Nicholas Sparks conseguiu publicar, ele o lançou em outubro de 1995 (o ano que eu nasci). Antes deste ele criou dois outros livros, o primeiro ele diz ter escrito mal, e o segundo ficou melhor, mas como ele ficou muito longo as editoras reprovaram ele. Ambos estão guardados no porão de sua casa juntamente a inúmeras cartas.
Este romance foi inspirado em inúmeras reportagens sobre  Alzheimer que apareciam naquela época, pois esse era um mal muito comum.
O livro conta a história de um casal: Allie e Noah, eles se apaixonaram durante sua adolescência, mas os pais da moça não aceitavam este amor porque eles eram de classes sociais diferentes: Noah é um homem simples, que nunca teve muita grana e nem nunca se preocupou com isso, e Allie, é uma garota da classe média, cujos pais davam mais valor ao status do que ao amor verdadeiro. 
Eles passaram as férias de verão juntos, mas Allie acabou desistindo por um tempo por causa de seus pais, e acabou se tornando noiva de Lon, um homem que colocava a sua carreira em um pedestal, mas que ainda assim não deixava de amá-la e tratar bem. Ela dizia que o amava também, por isso foi bem difícil escolher entre Noah, seu primeiro amor, e Lon, o homem que seus pais sonharam para ela.  
Quando faltavam poucos dias para o casamento deles, a mãe da garota mostrou-a um artigo de jornal que a fez lembrar-se de Noah, o homem que ela jamais se esquecera que amava. Isso impulsionou-a a pegar suas coisas, e viajar para Nova Berna (a cidade onde Noah se encontrava).
Eles passaram um bom tempo juntos, e acabaram voltando, mas desta vez, por algum motivo, a mãe da garota decidiu apoiar, com isso, eles se casaram e tiveram filhos.
Porém, a vida sempre insiste em ameaçar as coisas quando tudo parece bom. Um acidente de carro rendeu à Allie uma sequela irreparável: Alzheimer. Essa doença faria com que ela esquecesse tudo: sua vida, seus filhos, inclusive o amor que sentia por Noah. Quando souberam da notícia, ficaram desconsolados, mas em uma carta, Allie expressou uma ideia que pudesse ajudá-la a não se esquecer completamente do amor que eles sentiam.
Eis que toda noite, na casa de repouso, Noah lia para ela o "Diário de uma Paixão", que era o diário que ele escrevera retratando a história do amor lendário que eles tinham vivido e que ainda viviam. Os médicos simplesmente não entendiam como ele fazia Allie se sentir bem, pois com essa doença, aquilo não era normal. Já as enfermeiras, tinham a resposta formulada na ponta de suas línguas: "o amor é poderoso suficientemente para isso, simples assim".
Pelo que eu li, todo mundo chora durante o livro inteiro e é impossível não chorar. Um artigo no Greenville News da Carolina do Sul disse as seguintes palavras: 

Diário de uma Paixão vai abrir um buraco no seu coração... quem não se debulhar em lágrimas da primeira linha á ultima página tem um coração de pedra.

Nessa hora eu pensei: "ou a pessoa que escreveu isso é muito sensível, ou tava muito abalada, ou eu realmente tenho um coração de pedra". Chorar em uma parte ou outra até vai, só que eu não chorei em nenhuma, quanto mais do começo ao fim do livro.
Não se pode dizer que eu não sou de chorar em filmes ou livros, mas geralmente o que costuma me sensibilizar não é a cena em si, mas sim, o que ela me lembra ou faz pensar. É realmente impossível o enredo de uma história ou a intensidade das palavras serem o motivo para que minhas lágrimas sejam despejadas.
Fiquei muito surpresa também ao ver que pessoas no mundo inteiro passaram a acreditar no amor através deste livro. A história é linda sim, me diz, quem não ia querer um amor que supera até mesmo uma doença dessas? Quem não ia querer uma pessoa que te ama pra sempre e não desiste na primeira dificuldade que aparece? 
Porém existe uma linha tênue entre ficção e realidade, o livro não é baseado em fatos reais, então por mais que a história possa ser comovente, ela não me fez acreditar tanto assim no amor, a ponto de achar que histórias assim acontecem na vida real também.
Nunca pensei que as pessoas pudessem ser tão ingênuas,na vida real, Noah não teria passado tantos anos pensando na Allie, e ela não passaria a vida inteira com seu primeiro amor. Aquele tempo que eles passaram separados ia fazer com que eles desapegassem um do outro, pois na vida real, o desapego é a única saída saudável que se pode achar para esse tipo de coisa. 

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