A Culpa é das Estrelas

03 março 2014



Autor: John Green
Ano: 2012
Editora: Intrínseca

A Culpa é das Estrelas é uma ficção, o autor garante. Mas foi inspirada em uma história real, contada em um livro chamado "The Emperor of All Maladies", de Siddharta Mukherjee.
Hazel Grace é uma adolescente de dezessete anos, portadora de um câncer terminal, a doença fora descoberta quando ela possuía doze ou treze anos. Ela teve de sair da escola, e desde então, passava a vida em casa com seus pais. 
O livro começa quando sua mãe constatou que ela estava deprimida, pois raramente saía de casa, passava muito tempo na cama, lia o mesmo livro várias vezes, comia pouco e pensava muito na morte. Elas visitaram um médico, e ele trocou os remédios dela, além de fazer com que ela visitasse um grupo de apoio.
Foi lá que a menina conheceu Augustus Waters, um garoto da mesma idade que ela que tinha osteosarcoma, e por essa razão, teve de amputar uma das perna. Antes de Hazel, ele teve uma outra namorada que faleceu por casa do câncer, e era fisicamente parecida com Hazel.
Eles se entreolharam e decidiram conversar, a partir daí, acabaram se apaixonando um pelo outro. 
Por influência da amada, Augustus acabou lendo "Uma Aflição Imperial", de Peter Van Houten, um livro pelo qual a jovem era obsecada e queria muito saber como terminava, pois as páginas finais não aparentavam ser um fim, mas sim, o meio do livro.
Ele fez de tudo para vê-la feliz, inclusive viajar para Amsterdã, a fim de contatar o autor e descobrir o que havia acontecido na história que ela tanto amava ler. É de se indignar o modo como Van Houten os tratou no dia da viagem, mas aos poucos compreende-se os motivos pelo qual ele era tão arrogante e estúpido.
John Green possui um jeito divertido de relatar uma história com um enredo tão triste e melancólico, ele lhe fará rir antes que possa chegar à uma cena exageradamente romântica ou dramática, e você não se sentirá cansado ou enjoado, caso não goste muito de ler romances.
O vocabulário do autor é simples e arrojado, contendo até mesmo algumas gírias e palavras de baixo calão, dando um ar mais natural ao que se é lido, sem muitos esforços para que tudo soe profundo ou poético. 
Ao mesmo tempo, os trechos lidos são certamente inspiradores, você jamais se cansará de citá-los, e eles poderão gerar frases de sua própria autoria, caso goste tanto de escrever como de ler, como eu.

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