Palavra de Rainha (...)

23 março 2014



(...) não volta atrás. Ela não era uma rainha, nem sequer chegava perto de ser uma princesa. Vivia em uma democracia, não em uma monarquia.
Ao contrário do que deveria ser uma princesa, ela era atrapalhada, não ligava para suas roupas, seu cabelo, suas unhas, seu linguajar ou para o que as pessoas pensavam sobre tudo isso. Reputação é para os fracos, quem gostasse mesmo dela não pediria pra que ela mudasse. Ela falava gírias, palavrões, trocava o "oi" pelo "e aí", o aperto de mão pelo soquinho, o salto ou sapatilha pelo all star, e a tiara pelo boné.
Apesar de todas as divergências, uma coisa ela tinha em comum com as rainhas e princesas: jamais se permitia voltar atrás em suas decisões. Passava inúmeras noites em claro, demorava dias, semanas ou até meses para escolher por qual caminho seguir, e quando finalmente escolhia, ninguém era capaz de fazê-la mudar de ideia. Ela tardava mas nunca falhava, alguns chamavam ela de teimosa, mas ela não ligava, apesar de preferir o termo "determinada".
Uns a chamavam de fria, outros diziam que certas decisões tomadas não passavam de crueldade, mas ela também não se importava com isso. Os fins justificavam os meios? Nesse caso os meios é que justificavam os fins, ela tinha seus motivos, seus por quês e pra quês. Jamais jogaria suas noites de insônia fora, ela sabia bem o que queria, e não são apenas palavras de rainha que não voltam atrás. 

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