#Tumblr: Por que tão viciante?

09 março 2014


Talvez só os "unicórnios" tenham a capacidade de entender esse post, mas tudo bem. Não sei se vocês sabem, mas além do blog que me fez amar html, edição de imagem e decidir qual carreira seguir, o Tumblr também teve uma bela influência na minha vida, e em sonhos que eu espero conseguir realizar um dia.
Eu gostava de escrever desde pequenininha, quando eu era criança eu fazia livrinhos com montagem manual mesmo, aliás, qualquer dia eu faço um e tiro fotos pra explicar como se faz, daria um post legal e você poderia mostrar pro seu priminho ou irmãozinho. Uma das minhas matérias favoritas sempre foi português, especialmente a parte de redação, minha caligrafia era horrível e até hoje minha letra não é muito bonita, mas eu nunca tive maiores dificuldades com ortografia e gramática, tanto é que eu sempre acabo me irritando ou zoando com os erros que eu encontro por aí.
Porém, eu fui crescendo e isso não ganhou tanta importância. Não, eu nunca deixei de ter facilidade com redação, ao contrário, sempre fui uma das poucas que nunca reclamava do número de linhas que a professora pedia. Se ela pedisse 15, eu fazia 17, e se ela pedisse 20, eu fazia 22, sem problemas, e ninguém reclamava disso. Meus colegas que achavam estranho, porque enquanto eles ainda estavam pensando no que iam escrever, eu já estava quase terminando.
Em 2010 que veio aquela onda de blogs e vlogs, e eu, curiosa, decidi criar um blog pra mim, porque sinceramente, nunca me expressei muito bem falando. Após alguns meses, criei um Tumblr também, mas não pense que o Tumblr é caracterizado apenas por ser depressivo e triste: o meu era de comédia naquela época. Eu reblogava vários posts, e morria de rir enquanto rolava a dash, por incrível que pareça, eu não gostava dos textos. Ainda. 
Eu que sempre tive meus problemas, comecei a me identificar com textos aleatórios que eu encontrava na dashboard do meu Tumblr invisível, nunca liguei muito pro número de acessos e asks que eu recebia, porque o importante era simplesmente estar lá. Acabei escrevendo alguns, que não ficaram tão bons, mas com o tempo foram melhorando.

Sempre tive algumas crises, mas nenhuma comparada às que tive em 2012, não tenho medo de dizer: foi o pior ano da minha vida e ele quase destruiu meu futuro, se é que não destruiu. 
Felizmente, eu fui vendo alguns textos que falavam sobre pessoas fortes, que sabiam lidar com a dor diária sorrindo, e fingindo que tudo estava bem, sabendo que elas sofreriam ainda mais se demonstrassem o que estavam sentindo. Sabendo que o mundo pisava nos fracos sem se importar com os valores da ética. Além de ter conhecido uma boa amiga pelo Facebook, e descoberto que tinha ligações com a minha família, eu me inspirei naqueles textos, naquelas pessoas que se faziam de fortes mesmo sem saber se eram mesmo.Acabei me tornando uma delas, e minha amiga fez parte disso, me acompanhando desde aquela época e me entendendo como nunca ninguém me entendeu antes.
Resumindo, esse post não é só pra quem tem Tumblr e se identifica com cada palavra que eu disse, mas também para quem não tem e acha que não presta pra nada. Pra mim prestou, e prestou muito. Prestou pra eu aprender de vez o que é ser forte, e como ser. Prestou pra eu acreditar um pouco mais em coisas que eu já não acreditava mais, e também, para que o meu interesse pela escrita ressurgisse das cinzas como uma fênix.
Hoje em dia eu escrevo algumas frases no Tumblr, porém, anonimamente. Ninguém lá sabe quem eu sou, e eu também não vou falar qual é meu Tumblr pra vocês, mesmo se alguém pedir.
Durante a faculdade de design eu quero poder fazer um curso de inglês, e se der, juntar um dinheiro pra fazer intercâmbio quando ele acabar, durante as férias. E graças ao Tumblr... um dia eu quero escrever um livro, ainda não sei se o livro seria sobre a minha vida ou se seria uma história totalmente fictícia e fantasiosa, quem sabe eu faço mais. Quem sabe eu faço os dois. Essa vontade de um dia escrever livros não surgiu apenas do Tumblr, mas também do fato de eu estar sempre com um livro na mão.
Nunca gostei da ideia de ser famosa, pois odiaria ter que abrir mão da minha privacidade e da minha paz, para ver pessoas enlouquecendo na rua, querendo tirar fotos até mesmo quando eu não percebo que elas estão ali. Eu odeio que tirem fotos minhas, mas se for pra fazer o que eu amo, e inspirar pessoas que valem a pena com isso... acho que talvez não fosse tão ruim, eu só tenho que aprender a ver o lado bom das coisas de vez em quando.

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