Não esnobe a biblioteca da sua escola

20 junho 2014


Confessa pra mim: quantas vezes você já falou que a biblioteca da sua escola só tinha livros chatos?
Várias vezes, não é mesmo?
Em partes, dá pra entender. Quando se tem dinheiro, sempre iremos preferir comprar nossos próprios livros do que frequentar bibliotecas, não é mesmo? Eu, por exemplo, tenho a mania de fazer listas dos livros que eu ainda quero ler, e sempre que eu recebo, tento comprar pelo menos um desses livros (nem sempre é apenas um, claro, eu compro quantos eu puder comprar, haha).
Mas sabe quando você entra no quarto, olha para a prateleira e só encontra livros que já leu? Além disso, você tá sem emprego, já fez várias entrevistas, ninguém te quis e você está com saudades de ter um bom livro como companhia.
É, eu já passei por isso. Quando eu entrei naquela escola, passei o primeiro ano inteirinho falando mal da biblioteca da minha escola (foto), dizendo que só tinha livros chatos. E realmente, eu revirei todos os livros das prateleiras que você está vendo na imagem, e não encontrei nenhum que me conquistasse. Eu via os enredos, lia os títulos e todos pareciam tão sem graça...
Acabou 2012, chegou 2013 e eu continuei sem emprego e sem nunca ter o que ler. Na antiga escola eu praticamente morava na biblioteca, mas também só pegava livro curto porque lá não tinha nada mais que isso. 
Ano passado foi o ano que eu mais usufrui da biblioteca da minha escola atual, toda semana eu terminava um e começava outro, isso porque eu havia feito uma perfeita descoberta: os livros dos corredores (imagem abaixo), não eram proibidos (eu achava que só haviam livros didáticos, e que os que não eram didáticos, eram só para os professores levarem para os alunos):

Graças a esse corredor eu li muita Clarice Lispector (eu sonhava em ler Clarice Lispector, tudo por causa dos trechos que eu via na internet. Hoje em dia babo em Buckovski e não vejo a hora de poder comprar um dele). Li bastante Moacyr Scliar, e até mesmo Machado de Assis (o qual eu confesso que não gostei muito, pois é fantasioso e antigo demais).
Perto desse corredor tem uma prateleira, que por fora é um tipo de vitrine, mostrando os livros que provavelmente vão ser mais retirados pelos alunos (na época da foto ainda não tinha, nem lembro mais o que tinha no lugar, haha).
Nessa prateleira eu encontrei A Droga da Obediência e O Diário de Anne Frank, dois livros maravilhoso que eu já resenhei aqui no blog e que você pode conferir na página de resenhas.
Detalhe: eu não era a única que dizia que os livros dessa biblioteca eram chatos, quase todo mundo dizia isso e até hoje a maioria reclama, até mesmo aqueles que se dizem "amantes de livros".
Se você faz parte desse time, eu vou dar um conselho: explore. Deixe o preconceito de lado, não julgue pela capa (nem pelo resumo da contra capa), e não se deixe levar pelos comentários de pessoas que nem sequer pisaram nessa biblioteca ainda. Tente retirar algum, se não gostar, procure outro: talvez não seja dessa vez, mas algum livro ainda poderá lhe agradar. 
Ah: e não se esqueça de devolver em uma semana, hein? Olha a multa, hahaha! 


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