Você já amou seu caçula hoje?

02 agosto 2014



Não sei se é impressão minha, mas os adolescentes do tipo "família" estão cada vez mais raros hoje em dia, né? Todos dizem que odeiam os pais e que os irmãos são insuportáveis... ninguém gosta de passar UM segundo sequer com a família, principalmente se os irmãos caçula ou qualquer criança da família estiver no meio.
Eu poderia falar da minha família, e do quanto eu sou grata por tudo o que eu aprendi com eles e ainda vou aprender.  Poderia fazer um texto enorme dizendo que apesar dos conflitos, eu prefiro mil vezes ter tido a família que eu tenho, do que ter tido outra e me tornado uma pessoa fútil, mesquinha, mimada, baladeira... pessoas que hoje em dia recebem o meu completo silêncio, porque não vale a pena argumentar com esses "seres" ignorantes (não vai dar em nada mesmo, perder tempo pra quê?).
Mas acho que dessa vez, vou limitar o texto aos irmãos, e mais limitado ainda: aos irmãos caçula. 
Isso porque eu tenho uma irmãzinha, o nome dela é Julia, e ela tem onze anos (é sete anos mais nova do que eu). A gente sempre se deu super bem, eu era mais amiga dela do que das minhas amigas (sério kkk), e quando eu ainda era criança a gente brincava muito juntas. Não era nem pega pega, esconde esconde, casinha ou bonecas: o que a gente gostava era de inventar uma história (tipo um filme), e representar, fazendo cena mesmo. Só imaginando o cenário, as roupas e os objetos. Era legal porque parecia que tava acontecendo mesmo, e a gente se divertia rindo dos erros de cena, rs. "Ah, mas vocês não brigavam?". Claro que brigávamos, éramos duas crianças! Qualquer coisa era motivo pra briga, se eu pegasse um pedaço maior de chocolate já dava choradeira (rsrsrs)! Mas isso é normal, e eu nunca deixei de amar ela por causa dessas "mini tretinhas".


O tempo foi passando, e como ninguém é criança pra sempre, eu fui perdendo a vontade de brincar. Quando eu era pequena eu achava que os adultos não brincavam porque não tinham tempo, e que os adolescentes não brincavam por uma questão de orgulho próprio, mas realmente: você perde a vontade de brincar quando cresce (excelente descoberta, Amanda, desbancou o Freud agora, haha =P).
Mas eu não perdi a vontade de mimar a dona Julia, às vezes eu sou meio mandona, confesso. Em partes é porque eu me irrito fácil mesmo, mas no geral eu quero que ela seja feliz e que ela faça as escolhas certas na vida desde agora. Acho que o que eu sinto em relação a ela é bem similar ao que eu sentiria em relação a um filho, um dia. 
Não tive uma infância muito boa, eu era uma pessoa de poucos amigos (e não muito verdadeiros também), e as outras crianças ora me zoavam, ora me excluíam. Eu até queria poder mudar isso, porque todo mundo diz que sua infância foi maravilhosa, que queria voltar a ser criança... às vezes eu também queria, pra tentar ter uma infância mais feliz, que não se resuma apenas às brincadeiras de rua com vizinhos ou zoeiras na casa dos primos, mas que a vida social na escola também possa ser boa. 
A dela pelo visto está sendo, ela tem várias amigas que nossa, são fãs dela. Elas ligam, vão na casa uma da outra e eu adoro ver a Julia feliz, dando risada, contando piada... e adoro fazer ela rir também, o sorriso dela é muito bonito (agora parece que eu quero casar com ela kkkk).
Quero fazer com que ela goste da vida dela, não só da infância, mas da adolescência também. Quando ela for adolescente, eu não serei mais, talvez nem more mais aqui, mas com certeza vou visitar bastante, dar presente (isso eu já dou na verdade, kkkk), levar pra sair (de novo, isso eu também faço sempre que posso).

E principalmente: quero ensinar coisas positivas pra ela, coisas que eu aprendi por experiência própria e que realmente possam funcionar, quem sabe assim eu consiga fazer com que ela sofra menos. E se sofrer, quero que ela saiba que eu vou estar sempre aqui: dando conselho, dando apoio, dando um abraço, contando uma piada pra ver se melhora... as amizades podem decepcionar às vezes, o amor também, por isso é tão importante ter uma relação de afeto com pais e irmãos: quando o mundo te jogar para o fundo do poço, são eles que vão te ajudar a escalar. Portanto, preserve. 
Quero ser a melhor amiga dela sempre que ela precisar, e quero ter sempre a oportunidade de ouvir o som da risada dela.

Essa foto eu tirei de madrugada, foi meio que de supetão kkk Ela não queria que eu postasse, mas eu achei
que ficou bonita. Até porque, você sabe, né? A maioria só teria postado de sacanagem, mas eu gostei da foto mesmo.



Se as pessoas da minha idade soubessem o quanto é bom ter uma relação tão pacífica e amorosa com os irmãos mais novos, não esnobariam tanto os caçulinhas. Não se sentiriam tão contrariados ao buscá-los na escola ou "dar uma de babá". A minha demonstra ser minha fã, e é muito bom ver isso partindo dela, porque nem todo mundo tem isso. 
Querem um conselho? Na próxima vez que você sair com seus amigos e seu irmão "chato" pedir pra ir junto, deixe ele ir. Ou se não der, diga: "hoje não vai dar, mas que tal sairmos outro dia, só nos dois?". Seu irmão ou irmã, vai ficar bem surpreso com uma resposta dessas mudando do nada, mas vai ficar bem animado. Os irmãos caçula sempre se espelham nos mais velhos, não jogue isso fora. Seja um bom espelho. ;)





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