Who's Laughing Now?

23 outubro 2014


Tá, vamos supor que eu saiba introduzir um post...
Alguém aí curte a Jessie J? Não? Eu também não, Mentira, gente. Não é que eu não goste dela, eu não odeio e também não amo, acontece que eu simplesmente não ligo pra celebridades em geral, não tem nenhuma que eu realmente possa dizer "ah, eu sou fã dele, ele inspirou a minha vida, eu beijo o poster dele toda noite antes de dormir, tenho sonhos eróticos...". Exagerei? 
Mas se tem um clipe da Jessie (sente a intimidade), que me chamou atenção foi esse, Who's Laughing Now

Pra quem não sabe, a Jessie J já sofreu bullyng na infância também, e na música ela fala sobre isso e sobre o fato de que, foi só ela ficar famosa e apareceram amiguinhos até do bueiro (é, daqui a pouco aparece a Samara pedindo pra tirar foto com ela).
As pessoas são bem assim, se elas querem, elas te humilham mesmo. Maass... se você tem algo que interessa elas, se prepara: todo mundo vai grudar em você, mas não fica muito alegrinho não, que é pura falsidade, são tudo uns interesseiro.


Quantas vezes eu tive vontade de fazer isso com a escola, sair por aí, detonando tudo? Até quem nunca sofreu Bullyng já quis fazer isso!

Já sei até cantar a música: pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó pó...

Lógico que tem um certo motivo pra eu ter prestado atenção nessa música, e a razão é meio óbvia e absurdamente clichê: também já fui zoada. Mas ao contrário de muitas famosas que já foram zoadas por serem gordas, eu não só não era gorda como também não fiquei famosa =P Hahaha, nem queria mesmo (de verdade, odeio multidões, sempre me sinto sufocada, irritada e dá vontade de explodir todo mundo).
"Tá, mas por que você era zoada?". Eu era magra pra caralho (ainda sou, só que não tanto como naquela época, na qual eu era só pele e osso, quem olhava procurava os laxantes na minha bolsa achando que eu tinha bulimia...), era alta (ainda sou), atrapalhada (ainda sou, kkkk, sempre esbarrando nas coisas e nas pessoas, sempre derrubando objetos...), sempre fui péssima nos esportes... vish. Ok, corrida tava tranquilo, salto a distância, beleza, agora, tendo bola no meio... tá armada a desgraça. Até hoje eu não consigo ser enfiada numa quadra de vôlei sem ficar tonta e precisar sair de lá. Quando eu entrei na minha escola atual eu tava no primeiro ano, e o professor me obrigou a jogar. Só que depois nunca mais, né? Não é por causa de piada, é que dá muita gritaria, e por algum motivo, eu não aguento, sei lá. Só de gritarem "VAI VAI VAI" na hora do corte eu já fico mal. Depois as vozes vão ficando meio baixinhas. a imagem meio embaçada, e dá uma sensação estranha: é como se eu tivesse lá, mas ao mesmo tempo, não estivesse.
Por incrível que pareça, nunca desmaiei na minha vida. Vai entender?
Agora eu só jogo quando é num grupinho separado, naquelas rodinhas básicas onde todo mundo ri das merdas que faz e não chega a ser ofensivo porque geral se conhece... 
Fora essas coisas meu pé é enorme, eu odeio comprar calçado (não por vergonha, mas porque eu detesto ficar batendo perna de loja em loja, e também por causa do que eu disse antes: odeio multidões, e adivinha o que eu vou ter que enfrentar no centro se passar tempo demais procurando calçado?). E... meu sobrenome é Krohn (se pronuncia Krôn, tá? Cansei dessa gente que tenta enfeitar meu sobrenome e só estraga mais ainda ¬¬). Mas não vamos implicar mais com o pobre coitado né, me chamavam de Amanda Crônica por um bom tempo, e cara... acho que era macumba, porque hoje
eu adoro escrever esse tipo de texto '-'

Mas obrigada pela dor, me fortaleceu. Jessie J - Who's Laughing Now

Mesmo sendo zoada eu não sei se dá pra dizer que eu era tímida, meu problema até hoje é o mesmo: consigo falar em público (cantar jamais), consigo fazer amizades facilmente, sou debochada, sou louca, nem ligo, mas se eu precisar me "infiltrar" num grupo de desconhecidos e puxar assunto, fudeu. Fico com vergonha, não sei por quê. Sem falar que eu sempre tive uma certa tendência a olhar ao redor de uma sala de aula, por exemplo, e achar que todos são idiotas, arrogantes, metidos... as piadas não tem graça, mesmo não sendo contra mim, e se fossem também, foda-se, hoje em dia eu nem ligo mais. No máximo eu acho a pessoa meio trouxa por perder tempo com isso, mas não fico me importando muito, prefiro botar na minha cabeça que essas pessoas não merecem ver minha raiva, minha tristeza e não merecem ser o motivo de eu ter inseguranças em relação ao meu corpo ou à minha personalidade.
Como eu lidava? Eu respondia mesmo e não deixava barato, quem me xingava, eu xingava de volta, mas como ninguém é de ferro, já chorei várias vezes, já faltei diversas aulas porque tava de saco cheio (isso foi na oitava série, inclusive, fui reprovada por causa dessa e outras coisas. Legal, né?). No fundo eu não chegava a me lamentar: "ai, todo mundo me odeia, eu não tenho ninguém", pra isso eu não ligava, só queria que todo mundo calasse a boca mesmo.
Chegava em casa, surtava de ódio, minha mãe corria na escola pra reclamar na direção, nem adiantaria falar com os pais delas porque eles iam se ofender, enfim,.. era uma merda, já fui roubada, ameaçada, uma vez um grupo de seis por pouco não me espancou mesmo (uma amiga me ajudou a fugir), e sei lá... na época, era uma merda.

Não me perguntem como eu pus um fim nisso, infelizmente eu não posso ensinar nenhuma tática porque não fui eu que fiz isso. Simplesmente parou. Em 2011, os grupinhos que me perseguiam mudaram de escola e praticamente sumiram, por sorte eu não vi mais eles, e como eu não tinha eles no Orkut (ainda existia), não deu nada. Em 2012 deu umas merdas lá, em 2013 eu dava patada em todo mundo (hehehe, vingança? =P), e em 2014 eu chutei o balde. Ajudei umas pessoas que foram meio trouxas comigo, e quando eu tava no Face, vendo todo mundo reclamar de professores no grupo da turma, eu fui lá e meti a porrada na turma. Que foi? Pode falar do professor e não pode falar da turma? Ué... hehehehe, lógico que todo mundo ficou puto, e sim, alguns deram risada disso. Eu já sabia que isso ia acontecer, só que eu jamais ia sair do terceirão sem falar umas verdades. Não me arrependo de nada, tenho minhas amigas na turma, e mesmo se não tivesse... pra mim tá ótimo.
 Fico feliz em dizer que certas críticas não me incomodam mais e que agora as coisas parecem estar melhorando, não só nesse quesito, mas também em outros. O negócio é torcer pra que continue melhorando, né?

Eu encontrei aquela gentalha por aí, algumas vezes: tudo baranga. Não chego a guardar raiva disso, não é uma coisa na qual eu pense diariamente, pra mim é como se já fizessem séculos que a história acabou, e não, não odeio elas (mas também não ficaria triste se elas fossem atropeladas, a cabeça rolasse, e um caminhão atropelasse a cabeça...). Detalhe que eu tenho elas no Face, e uma delas pretende fazer magistério... um minuto de silêncio, por favor. Coitados. dos. alunos. De boa, onde é que esse mundo vai parar? Hahahaha. Ah, e por favor, alguém ensina português pra elas que não tá tendo condições de uma turma da segunda série, digamos, receber uma professora que troca o "mas" pelo "mais".

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