All About the Bass - Meghan Trainor

06 novembro 2014


Interrompemos a sua sessão pornô para falar de um clipe maravilhosamente foda (que eu viciei pra caralho, kkk por isso o post).
No começo eu não gostava muito dele, achava a voz dela meio irritante, na verdade. Mas depois eu fui gostando. Observei que ela era gordinha e parecia não ligar, fez o clipe rebolando, rindo, fazendo caras e bocas, e adorei a atitude dela, torcendo pra ela nunca ter tido problemas com o próprio corpo. Depois eu vi que a música retratava exatamente isso e fiquei tipo: "ai. meu. Deus. O mundo precisa saber! =O". Não que o mundo já não saiba, mas quem ainda não reparou nisso, que repare, hahahaha.
Muitos vícios meus começam assim, aliás: primeiro eu detesto, falo mal, digo que é perda de tempo, coloco defeito até onde não tem... depois eu vou analisando e dedico minha vida à amar aquela coisa, hahaha. E isso vale não só para música, mas pra outras coisas também: redes sociais, roupas, séries, livros... Whatsapp, por exemplo, eu falava mal, mas fiquei curiosa, criei e viciei, Depois meu celular bugou, e eu reclamo até hoje de ter ficado sem o Zap Zap. O orkut também: eu falava mal, mas quando tava começando a terminar (em 2010 eu acho), a curiosidade me venceu e eu passei a gostar e dar risada das comunidades. Com roupa e coisas "da moda"? Já falei mal de maxi saia, rasteirinha gladiadora, olho preto... coisas que hoje em dia eu acho bonito e usaria (principalmente o olho preto, que é clássico pra mim). Séries? Já falei mal da Hannah Montana porque tinha visto uma cena idiota do Jackson e logo trocado de canal, mas depois de um tempo passei a gostar. Na verdade só lembro dessa. E livros, falei mal de "O Lado Bom da Vida", quando terminei, mas depois eu li sobre certos assuntos eu passei a entender até, e a história até que é boa. 
Enfim, bora ver o clipe?
Because you know I'm All About the Bass, About the Bass, no Treble... ♪♫

Nossa, véi, já tava mais do que na hora de alguém fazer um clipe assim, carregado de auto-estima, sem ser um manequim. Vocês sabem do que a música se trata, né? Se não sabem, deem uma olhadinha na letra (no caso não é bem a letra, é uma tradução livre feita pelo pessoal que trabalha no Vaga Lume, rs. Porque eu tava com preguiça, simples assim):

Pois você sabe, eu sou mais um corpo violãoNão uma flauta 

(
Fui chamada de flauta agora kkk)

É, está bem claro, não visto 38

Mas posso rebolar como devo fazer

Pois tenho aquela performance que os meninos querem

Todas as gostosuras nos lugares certos

Eu vejo as revistas abusando daquele Photoshop

Sabemos que essa porcaria é uma ilusão

Fala sério, faça isso parar

Se você tem a beleza, eleve-a

Pois cada pedacinho de você é perfeito

Lá de baixo até o topo

É, minha mãe me disse "não se preocupe com seu peso"

Ela diz "meninos gostam de ter o que apertar à noite"

Você sabe que não vou ser uma vara pau, uma Barbie siliconada

(
Também não precisa humilhar =P huehuehue)

Então, se é isso que você prefere

Saia daqui e parta pra outra

(
É isso aí, tem que ter atitude!)

Estou trazendo as bundas de volta

(
Aproveita e traz uma pra mim também, que aqui tá em falta =P)

Vá e diga a essas vadias magrelas "e aí?"

(
Assim você fere meus sentimentos... hahaha)

Não, eu estou brincando, sei que você se acha gorda

Mas estou aqui pra dizer que cada pedacinho de você é perfeito

Lá de baixo, até o topo

Perdi a conta de quantas vezes eu já vi uma gordinha se olhando no espelho, do meu lado, e dizendo: "ah, eu queria ser magra". E quando eu dizia que não precisava, que tava bom assim, o que eu recebia? Óbvio: "ah, mas pra você é fácil falar, você já é magra!" (Ás vezes ela nem era tão gorda assim, mas simplesmente não aguentava ver um quilo extra. E se fosse também, grande coisa). Mal sabem elas que quem é magra demais também pode acabar implicando com seu próprio corpo. Quantas vezes eu troquei a regata por uma camiseta porque achava meu ombro ossudo demais? Agora eu tenho o prazer de colocar a blusa que eu quiser, olhar no espelho e pensar: "foda-se meu ombro ossudo, minha vida não depende desse tipo de coisa". Okay, receber essa frase de uma magra te dá a oportunidade de diminuir a motivação dela, mas o que tem a dizer sobre a Meghan Trainor? =) Outra coisa que eu acabei reparando, foi nos cachos dela: da onde ela tira paciência pra cuidar deles? São lindos e todo mundo que tem cabelo escorrido de nascença fica querendo ter, mas é feliz e não sabe. O meu era mais ou menos cacheado, e ok, tinha seus dias bons e ruins. Nunca tive paciência pros ruins, era um saco tentar desembaraçar ele, ter que prender, e perder um tempo daqueles se arrumando de manhã.
Eu sou bem imediatista pra algumas coisas, por isso, prefiro praticidade: quanto mais rápido e fácil, melhor, detesto perder meu tempo com essas pequenas vaidades quando eu poderia fazer coisas bem melhores com ele. Mas como os nós eram mesmo ferozes, optei pela progressiva.
"Ah, mas todo mundo gosta das magrinhas, diz que pode ser modelo, sei lá o que". Quer um exemplo de frase que não é a favor das magrinhas? Ela mesma falou no clipe "meninos gostam de ter o que apertar à noite". No caso dela tá valendo, ela falou isso pra se auto valorizar, mas é ridículo quem usa esse tipo de frase pra rebaixar alguém. Aliás, é ridículo quem usa qualquer tipo de frase pra rebaixar alguém. Sem falar que nem todas as garotas gostam se ser tocadas em tudo quanto é parte do corpo. Eu por exemplo, sou "antiquada" o suficiente pra exigir respeito, e achar que certas coisas ficam melhores e até mais especiais quando são feitas apenas entre quatro paredes. E tem mais: desde quando meu peito, minha bunda, ou sei lá, minha vagina, é parecida com um touch screen? Fico sem saber se eu ofereço uns óculos ou um chá de simancol...
Sobre as preocupações com emagrecimento (ou "engordamento", digamos), eu penso assim: preocupe-se com seu peso apenas quando ele começar a interferir na sua saúde, se não for o caso, coma sem culpa, use a roupa que quiser sem culpa, e mande os críticos pra puta que pariu. Ou melhor: ofereça seu chocolate à ele, assim ele ocupa melhor a boca...

Os comentários que eu fiz na letra devem ter sugerido uma certa insegurança, né? Sabe de nada, inocente... hoje em dia eu tô me importando cada vez menos com essas coisas, porque eu simplesmente não acho que isso deva ser tão importante quanto fazer um bom trabalho e cuidar bem de quem você ama. E se a preocupação é com namorado, lembre-se: nem todos são iguais, tem quem prefira magras, tem quem prefira gordas (como os que gostam de "ter onde apertar"), tem quem prefira altas, tem quem prefira baixas... o cara certo não vai nem ligar pra isso, ele vai te valorizar de qualquer jeito, não importa o quanto você engorde ou emagreça. Então deixa isso pra lá, e faça como a Meghan Trainor, se ele reclamar, apenas diga: "se é isso que você prefere, saia daqui e parta pra outra". Não vale a pena ficar com quem só se preocupa com vaidade.
Quisera eu que todas as pessoas do mundo parassem de implicar com o próprio corpo, ou com o corpo dos outros. Sejam homens ou mulheres, sejam gordos ou magras, o importante é se aceitar, não acha?


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