Feminismo ou Femismo?

22 janeiro 2015



Feminismo: Movimento social, filosófico e político que dita a liberdade para ambos os séculos, para fazerem de suas vidas (e seus corpos) o que bem entenderem.
Femismo: Oposto de machismo, ou seja, a mulher sendo superior ao homem.

Não, eu não estou aqui para cantar de galo e chamar determinado grupo de feminazis (aliás, a pessoa que inventou essa palavra escrota precisa seriamente de um psiquiatra). Mas acho que algumas garotas ainda não entenderam qual é a diferença entre ser feminista e ser femista (sim, essa palavra existe, pesquisa no google e por favor, pare de fazer mimimi porque te chamaram assim, ninguém mandou ser ignorante).

As mulheres fizeram várias conquistas com o passar dos anos, veja só: até um tempo atrás elas eram obrigadas a ficar em casa, cuidando dos filhos e da faxina enquanto o marido trabalhava. Mulher que usava calça era sapata. A homofobia era mil vezes maior do que a presente hoje em dia. Hoje em dia elas têm sua independência, seu emprego, seu apê, seu cachorro (cachorro o animal de preferência, não o sinônimo de traste) e vivem bem assim.
O que, é claro, não as coloca em uma redoma de vidro, fazendo com que nos tornemos superiores ao sexo oposto. Ter direitos iguais não é ser considerada a mais madura, mais inteligente e mais fodona da relação.


É deprimente ter que explicar o que são direitos iguais, mas aqui vamos nós: não existe superioridade, ninguém é melhor do que ninguém. 

Agora, vamos aos tópicos:

Se o homem pode falar palavrão, a mulher também pode (eu simplesmente ignoro qualquer imbecil que discorde disso, estamos no Brasil, um país democrático no qual as pessoas têm ou pelo menos deveriam ter liberdade de expressão, independente do seu sexo).
Se o homem pode pegar quantas pessoas ele quiser sem que isso se torne um tabu, a mulher também pode. O corpo é dela, o dinheiro é dela, a vida é dela, e ela faz com tudo isso o que ela quiser. Não concorda? Beleza, mas isso não te dá o direito de mandar na vida dos outros. Eu, inclusive, não sei se ficaria com tantas pessoas porque costumo ser mais exigente e querer alguém mais parecido comigo, pra ela me entender com mais facilidade. Se eu sair ficando com qualquer um, uma dessas ficadas pode resultar em encontros, e Deus me livre de ficar apaixonada por um babaca de 20 anos que ainda fica emburrado por não ter ganhado o celular da cor que queria.
Sobre shorts e decotes: se a garota gostou do modelo, da estampa, da cor, da lavagem ou de sei lá o que, ela tem todo o direito de usar, porque de novo: o corpo é dela, o dinheiro é dela e ela faz com ambos o que quiser! E não, isso não te dá o direito de esfregar cantadas sujas na cara dela porque ela não é um objeto disponível para comércio: ela é uma pessoa que passa calor e não faz a menor questão de usar calça comprida só porque alguns homens só conseguem pensar com a cabeça de baixo. E mais uma coisa: eu mesma já fui cantada mesmo estando de jeans, casaco militarista, fazendo cosplay de Hitler praticamente, e mesmo assim fui chamada de gostosa, gatinha ou algo assim. 
Se a mulher está apaixonada e quer revelar o que sente, ela pode e isso não faz dela uma piranha. Às vezes o cara é tímido e tudo o que ele queria era que a garota tivesse mais atitude do que ele.
Se a mulher acha melhor dividir a conta, beleza, mas se ela está sem grana e o homem realmente quer pagar pra ela, apenas pra poder sair com ela, beleza também. Não há nada de errado nisso.
A mulher não precisa se depilar se não quiser, não precisa de maquiagem e nem de aquela vaidade toda que a sociedade cobra dela. Mas se ela se sente melhor depilada e maquiada, isso não faz dela menos feminista porque de novo: o corpo é dela, o dinheiro é dela e ela faz com ambos o que ela quiser. Essa frase vai se repetir em todo o post porque é tipo a lei do feminismo: meu corpo, minha vida, minhas regras.
Não, não tem necessidade de ter desconto parcial ou integral para mulheres em bar, balada ou restaurante nenhum. Direitos iguais, e preço igual também, vamos manter a coerência.
Não, não precisa de uma lei maria da penha, bastaria apenas "estender" a lei contra a violência doméstica: marido não pode agredir a esposa, e esposa também não pode agredir o marido. Pronto, qual é a dificuldade?
O aborto não é um assassinato doentio. "Ah, quer trepar sem se prevenir mas não quer assumir as consequências?". Cá entre nós, quem mais vai pagar por isso é o filho: que vai ter uma mãe imatura, irresponsável, inconsequente e totalmente incapaz de ensinar algo decente para ele. Acha que os avós podem ajudar? Eles não puderam nem controlar a filha, vão controlar o neto? E outra: em casos de estupro, a criança é obrigada a arcar com as consequências da violência no mundo? O filho é obrigado a sofrer sabendo que foi fruto de um abuso sexual? O corpo é dela e ela tem todo o direito de abortar se achar melhor, mas com segurança, com médicos especializados e não naquelas clínicas clandestinas onde ela corre riscos de morrer junto ou pegar uma doença grave.
Homossexualidade, bissexualidade, transsexualidade, não são coisas erradas ou estranhas. Se a mulher pode gostar de coisas fofas, o homem também pode. E ambos têm o direito de ficar com quem quiserem, pouco importa se essa pessoa é do mesmo sexo ou do sexo oposto, vamos de volta ao clichê: o corpo é deles, a vida é deles e eles fazem com ambos o que eles quiserem. 


Se mesmo depois de eu ter sido a enésima pessoa a repetir o mesmo discurso, ainda tiverem ignorantes pra querer chamar uma mulher de vadia por causa do short que ela está usando, parabéns: 
Você realmente não tem medo de demonstrar sua imbecilidade. Amor próprio é o que conta. =)

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