Homens também sofrem com o Machismo

27 fevereiro 2015


Gente do céu, vai dizer que não dá vontade de pedir esse aí por encomenda? =OOO Meeel Deeeus! (Finge que cês não leram isso)
Se tem uma coisa que eu detesto ter conhecimento, é a cegueira das pessoas de hoje em dia. Há alguns dias (tá, faz mais de 20 dias que eu programei esse post), eu estava no You Tube vendo as atualizações dos vloggers que eu acompanho, eis que eu me deparo com o seguinte vídeo do Felipe Neto:


Não estou aqui pra xingar o Felipe Neto, até porque seria ridículo: eu sou inscrita no canal, se eu passasse a odiar ele, era só me desinscrever e pronto. Sem mi mi mi.
O que eu quero falar é que, antes mesmo de ter assistido o vídeo, já lembrei de algo que me faz levantar os cabelos: como os homens machistas podem simplesmente não perceber que eles também sofrem com o machismo? 
Vou usar o vídeo como base apenas.
Eu sei que o Felipe Neto mudou, que ele está se esforçando para ser mais feminista e mente aberta, eu respeito muito isso. Já havia deduzido que o vídeo ia ser para demonstrar isso.
Reparei que um dos participantes disse: "Ah, mas você não tem vivência no assunto. Não tem como falar sobre algo que você não viveu".
De novo: não estou xingando o participante nem ele, apenas discordando. Só pra deixar bem claro. 
Será mesmo que o Felipe Neto não tem vivência nos problemas do machismo? Eu acho que tem, sim.
As pessoas levam as nomenclaturas muito ao pé da letra, é esse o problema:

Feminismo. Femini. Feminino. Mulher = Mulheres se dando bem.Machismo. Machi. Macho. Homem = Homens se dando bem.

Mas não é bem assim. O movimento é conhecido como feminista porque as primeiras pessoas a lutarem por direitos iguais entre ambos os sexos foram as mulheres, mas isso não quer dizer que o homem viva confortavelmente em uma sociedade machista. Que apesar de colocá-los como superiores, acabava sim, prejudicando em vários aspectos.
Há anos atrás o homem era totalmente responsável pelo sustento da casa, a mulher não podia trabalhar: sua obrigação era cuidar da faxina e das crianças, que ela era obrigada a ter, sim. Não tinha não querer. 
Não deve ser lá muito fácil sustentar financeiramente uma casa sozinho, né? Hoje em dia, como a mulher geralmente trabalha, não é tão complicado. Mas e aquela responsabilidade que muitos ainda impõem aos homens de tomar iniciativa no amor? É ele que deve confessar, é ele que deve passar a cantada... aliás, cantada não, por favor. Sou uma mulher, não um pedaço de carne. 
Enfim, esse é um bom exemplo de algo que pode ser prejudicial tanto aos homens quanto às mulheres: se ele for mais tímido, e ambos já suspeitam dos sentimentos um do outro, por que a mulher (agonizada, por sinal, porque não aguenta mais esperar), não pode falar logo o que sente? Dizer "eu te amo" é tão vulgar assim? Não, né! É só falar com jeito.

E aquela história de que homens não choram? Como será que deve ser a vida de um homem que desde pequeno é mais sensível, e chora mais fácil? Com certeza deve ter bullyng no meio, até porque é muito engraçado ver as pessoas desmoronando, né? Principalmente quando é um homem, que "devia ser mais forte, mais firme". 

São apenas três exemplos no meio de milhões que eu poderia usar. E olha que eu nem citei os homossexuais, os bissexuais, os transexuais, os travestis... o lema "meu corpo, minhas regras", vale para os homens também. Por mim, o lema seria: "meu corpo, minha vida, minhas regras", só pra amplificar o negócio. Ajudaria bastante aquelas mulheres que são julgadas até hoje por querer cursar Engenharia, por exemplo. Mas já que estou me restringindo aos homens, não vou falar mais nada sobre isso.

O feminismo não se trata apenas de libertar a mulher, mas de libertar os homens também: pra sentir o que quiserem por quem quiserem. Para demonstrar isso do jeito que preferirem. Para gostarem do que quiserem sem serem julgados por isso. E para acessarem mais meu blog com layout afrescalhado (brinks hahaha, mas se quiserem, eu aceito, viu?).

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