Like a Girl

17 março 2015


Alguém aí já ouviu falar na  campanha #LikeaGirl? A primeira fonte que eu encontrei sobre isso foi há um tempo atrás, em uma campanha da Always, dizendo que devemos parar de tentar ofender as pessoas usando a frase: "você luta como uma garota". Como se ser mulher fosse um sinônimo para ser fraca, indefesa e inofensiva. Bem, não é. E não apenas lutar, mas correr, jogar, nadar...
Pra quem não viu o vídeo, basta apertar o play aí embaixo:


A dona da page Kaol Porfírio possui o mesmo princípio: lutar como uma garota não é um problema. 
Ela faz ilustrações lindas com personagens femininos que deixaram bem claro que o seu sexo não as impede de ter a habilidade que precisam para derrotar o inimigo, ou pelo menos não ser nocauteada por ele.
Quem disse que garotas não podem ter aptidão física para te dar um golpe certeiro? Quem disse que ela não tem a capacidade de se defender de suas agressões? Quem foi o primeiro imbecil a lançar essas afirmações como se fossem a verdade absoluta?
Isso tudo é muito antigo, desde antes da Idade Média as mulheres vêm sendo subestimadas em tudo o que fazem. Mas espera: nós não estamos mais na Idade Média, estamos? Houve uma certa evolução de lá para cá...
E por que deveríamos parar por aí? Vamos continuar mudando, uai!

Pra quem quiser andar com o "uniforme" da campanha, a loja Toda Frida vende blusas com estampas lindíssimas da campanha. Corre lá conferir!

Se um dia te disserem que você luta como uma garota, diga obrigado. Porque as mulheres também podem. 

E tem mais: ser feminista não te obriga a ser a melhor em tudo o que faz, não te obriga a ser "a" fodona. Eu, por exemplo, sou feminista, acredito na capacidade da mulher, mas quer saber? Sou uma catástrofe em qualquer esporte que envolva bola. Por três anos eu não conseguia nem ficar quinze minutos em uma quadra de vôlei sem ficar tonta devido à multidão ao meu redor e à gritaria que vem dela. Trauma? Sei lá, não importa. Se um dia eu tiver que enfrentar isso de novo, vou dar a volta por cima e resolver isso de uma vez por todas. Ser mulher não é o motivo de eu ter tido esse problema, assim como não me impede de resolver ele quando eu bem entender.
Será que eu jogava mesmo como uma garota? Claro que sim. Porque eu sou uma garota. E muito obrigada, eu posso melhorar se quiser.





Nenhum comentário:

Postar um comentário

E então, o que achou do post? Gostou? Odiou? Achou uma bosta e tá a fim de me mandar pra puta que pariu, e dizer que eu sou uma escrota? Fala aí!