Pessoas mudam, sim

07 março 2015


Você já se desiludiu com as pessoas? Alguma vez, após enfrentar um grande número de perdas e decepções, já se convenceu de que ninguém vale a pena, ninguém é confiável? Já se pegou dizendo, como desculpa para o rancor, que as pessoas nunca mudam?
Se a resposta para quaisquer uma dessas perguntas for sim, eu tenho mais uma pergunta:

Você é a mesma pessoa que era há três anos atrás? Você pensa da mesma forma, se veste da mesma forma, ainda gosta das mesmas coisas?
Não sei você, mas eu não sou. Não sou nem a mesma pessoa de seis meses atrás, o que dirá três anos. 

Se eu mudei, e você mudou, por que com os outros seria diferente? Todos mudamos, todos evoluímos, todos crescemos. Cada um a seu tempo.
A gente troca de roupa, dá skip na música, para de ver algumas pessoas e passa a andar com outras. Mudamos de opinião inúmeras vezes. Isso se chama vida, e ninguém está isento das metamorfoses que ela nos induz.

Não, isso não significa que você deva tornar-se repentinamente uma freira ou um monge, e passar a perdoar todos, confiando cegamente no primeiro que aparecer. Selecione sim, as pessoas para as quais você irá pôr a mão no fogo. Reflita sim, se deve ou não dar uma nova chance para ele ou ela. Se algo te incomodou demais, te magoou demais, é mesmo difícil continuar chamando a pessoa de "melhor amigo" ou de "amor da sua vida".
Mas não generalize: se você muda, todos mudam. Às vezes para melhor, às vezes para pior. Nem sempre elas mudam o que deve ser mudado. Nem sempre elas consertam o que você espera que consertem. Porém, de um jeito ou de outro, mudam. 

Agora reflita: só porque sua melhor amiga, por exemplo, foi a primeira a te entender e te aceitar como você é, não significa que ela vá ser a única. Claro que dependendo de sua história, seus dramas e seus problemas ela pode ser considerada mais ou menos rara. Preconceito existe, afinal. Mas ela nunca é a única. 
Pessoas boas existem, você só precisa abrir um espaço para que elas entrem em sua vida. Abandone seus limites, esqueça os rótulos. Esqueça o "ele parece arrogante" ou o "ela parece metida". Dê uma chance, puxe assunto. Você pode se surpreender com como essas pessoas podem ser simpáticas. Assim como pode confirmar o que pensou dela, claro. Acontece. E essa pessoa que você conheceu agora pode não ter sido sempre assim, ela pode ter seus motivos. Sua melhor amiga pode não ter sido sempre assim. Assim como você não foi sempre assim. Isso se chama amadurecimento (se não for isso, pode ser um reflexo, uma reação ao que ela já passou).

Ela cometeu erros? Ela te chateou? Acontece, ninguém é perfeito. Não cabe a você dar lição de moral, não cabe a você corrigí-la, mudá-la. Você não é mãe ou pai de ninguém, nesse caso é cada um por si. Mas ela pode mudar, ela pode aprender. Ela tem seus defeitos, assim como você tem os seus. E você não vai querer ser julgado ou rejeitado por eles, não é? Muito menos por seu passado.

Pois então, repense. Pessoas mudam, faz parte da vida.



Alguns erros são difíceis de serem perdoados, algumas decepções são difíceis de serem superadas. Dependendo da intensidade, nada volta a ser o mesmo e, querendo ou não, você esfria.
Mas se ainda couber um pouco de empatia dentro de você, se ainda der pra analisar os outros lados, analise. Pois muitas vezes eles existem, sim. 
Todos temos um motivo para sermos quem somos, e todos somos um reflexo de quem um dia já fomos. Todos estamos predestinados à mudança. 

Pense nisso.

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