Se cortar em protesto? Oi?

27 março 2015


Pra falar a verdade eu não ia fazer nenhum post sobre essa proeza, até porque celebridades e afins não fazem parte dos assuntos principais do blog, e não é algo que seja do meu interesse. Acho que essa obsessão que algumas pessoas têm por saber o que o ídolos delas estão fazendo nesse exato segundo é perda de tempo, uma falta de louça pra lavar. 
Quer pesquisar algo? Pesquisa sobre política, pesquisa algo que possa te informar sobre como melhorar sua situação, o que exatamente reivindicar nos protestos, pesquisa algo que possa ter uma influência positiva na sua vida. Porque não vai fazer diferença nenhuma no seu dia se a Demi Lovato terminou o namoro ou não (e não, ela não terminou, era só um exemplo).

Mas confesso que dessa vez eu não aguentei e tive que falar: estou cagando pro Zayn e não gosto de One Direction, boybands teen simplesmente não fazem o meu estilo. E não estou aqui pra falar mal da banda, nem pra ficar rotulando os integrantes com adjetivos homofóbicos e pejorativos como a maioria faz. Gosto é gosto e eu não me considero superior por não gostar de certas coisas.
Porém, que história é esse de querer se cortar pra convencer o tal do Zayn a voltar pra banda? Em primeiro lugar, se ele saiu, ele deve ter tido os motivos dele. Certas pessoas têm que parar de ser tão infantis e se colocar no lado dos outros de vez em quando, seu ídolo é um ser humano também e ele não está fadado a gostar das mesmas coisas eternamente.
Além disso, se cortar não é algo que possa afetar a vida dele de algum modo: ele não vai sentir dor, não vai ter nenhuma marca e a rotina dele vai continuar sendo a mesma. Ou seja: não vai ter rotina nenhuma, porque vida de famoso é uma loucura e nenhum dia é igual ao outro. Mas continuando, não adianta querer ameaçar ele com coisas que afetam muito mais a você. 
Ele não vai ficar com fama de vilão, a imagem dele não será denegrida por causa disso, isso não vai afetar o psicológico dele, e se a intenção dessas pirralhas é fazer chantagem emocional com uma pessoa que elas dizem ser apaixonadas... bem. Nunca conheci um jeito mais escroto de gostar de alguém em toda a minha vida.

Sem falar que a auto mutilação costuma ser um sintoma de uma doença chamada Depressão, ela possui diversos níves, uns são mais baixos que outros, mas se a pessoa já chegou ao ponto de se cortar compulsivamente e não conseguir parar, é porque o problema é sério e precisa de tratamento urgentemente. Não tenho palavras para descrever o quão idiota da parte delas é tomar uma atitude dessas por algo tão banal, sendo que não, elas não tem Depressão porra nenhuma. Isso não é algo que surge em um segundo, como se a pessoa pegasse em um vírus espalhado no ar.
"Ai, Amanda, você nunca ficou magoada por uma mudança drástica em uma banda ou na vida de um ídolo?". Não a esse ponto, pra mim isso aí é drama mesmo. Esse ano um colega de trabalho me disse que o Malcolm Young, baterista e um dos criadores da banda AC/DC estava com câncer terminal e que a banda tava pra acabar. Meu pulso está intacto, bem limpinho. 
Fui obsecada por essa banda por dois anos e devo algumas superações importantes na minha vida por causa dela, e até hoje admiro o alto astral que eles têm aos 60 e poucos anos, sendo que o meu, aos 19, não chega nem aos pés. Fui ler sobre o assunto, e descobri que não, ele não está em estágio terminal. Mas tem problemas cardíacos e está usando marca passo, o que assustou bastante o vocalista Brian Johnson. O irmão dele, o Angus, enfrentou um puto dilema porque estava com várias ideias pra músicas novas, mas com o Malcolm nesse estado, já não sabia se colocava isso em prática ou não. Bem que eu vi que a banda tava meio sumida, não se via muita notícia deles. Era por isso, e eles estão mais ou menos na ativa, mas não se sabe se o Malcolm vai sobreviver a isso ou não, e ele já tem 61 anos, ou seja... tá difícil.
Cara... eles foram uma das primeiras bandas de hard rock, isso se não foram a primeira (já li sobre isso, mas não lembro mais). 

Detesto fazer comparação de problemas, como se fosse para disputar quem tá mais na merda, mas de fato, é muito pior ver um ídolo seu morrer do que ver um integrante saindo da banda, que vai continuar mesmo assim.
E o AC/DC é uma banda muito unida, ouve-se que eles têm um pacto de que se um dos integrantes não puder continuar, a banda acaba por ali mesmo.
 Hoje em dia eu não menciono muito eles (sendo que eles já foram até capa do meu Face, pois é, baba ovo passa essas vergonhas aí mesmo), não gosto mais de camisetas de banda nem escuto as músicas deles com tanta frequência (apesar de ainda amar, e ter me empolgado muito com o single Rock or Bust, supostamente cantado na abertura do Grammy, a qual eu perdi porque peguei na metade).
Enfim, tô chateada pela minha banda? Um pouco, mas eu tenho outras coisas pra resolver e o que eu li não me passou tanta confiança assim, vou até seguir eles no twitter e dar umas traduzidas pra ver se é verdade mesmo, porque eu detesto notícias que não oferecem a fonte.

Continuo achando que as fãs de One Direction precisam de tratamento urgente, sim. Mas não por depressão, e sim por retardo mental mesmo.
Ou sei lá, uma coleção de livros, uns cursos profisionalizantes e de especialização e uma sessão de pesquisa diária sobre assuntos verdadeiramente relevantes podem resolver esse probleminha.
Estudem direitinho crianças, obedeçam seus pais, escovem os dentinhos e até amanhã. =)

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