#642Coisas | Lutar nem sempre é aconselhável

06 maio 2015


249. Sendo perseguido por um assassino
Era tarde e ela estava sozinha em um local desconhecido, péssima escolha. Acreditara que nada aconteceria a ela, que as chances de um assalto eram de uma em um milhão. 
E bem... ela não foi assaltada.

Se perder em uma rua deserta durante a noite quando se está em um lugar jamais frequentado antes é uma das coisas mais desesperadoras que se pode passar, seguido por ser assaltado, e falir.
Cogitou ligar para casa, porém a bateria estava a 1% e o celular se desligou sozinho. Ninguém nunca vai entender o motivo de isso acontecer quando mais precisamos deles (os celulares). Isso pode matar alguém um dia, caso a situação seja de vida ou morte.

Tentou achar um caminho, mas foi em vão. Notou que já era a quinta vez que passava pelo mesmo beco, e estava cada vez mais apavorada. "Como isso pode ficar pior?", pensou. Jamais pense isso quando estiver em uma situação ruim, porque se pensar, as coisas vão piorar. É uma regra.

Olhou para trás e viu que não estava sozinha. O homem estava de moletom preto, a cabeça e o rosto cobertos pelo capuz, impedindo-a de adivinhar a idade. Como se a tal idade fosse definir se o mesmo era perigoso, ou não. 
O que define isso não é a idade, e sim, se está armado ou não. Porque se estiver, lutar e acertar as genitais não são boas opções.

Sentiu-se gelar. Ela já era branca, mas podia ter certeza de que estava ficando mais branca ainda, apesar de não ter nenhum espelho por perto, nem nada em que pudesse ver seu reflexo.
Ela começou a correr para um lado que ainda não havia frequentado (na hora do medo ninguém pensa direito em qual o lado certo para ir). 
Nos filmes de terror, os assassinos nunca correm e mesmo assim conseguem alcançar sua vítima, que luta determinadamente e muitas vezes acaba vencendo, mesmo se o assassino for mais alto, mais forte e estiver armado.
Mas isso não é um filme de terror, ou é?
O assassino correu, e ela tentou correr mais rápido, dobrando em uma rua aparentemente longa. Por quê?  Pra quê acabar com as chances de se esconder? 
Bem... na hora do pânico ninguém pensa direito em qual o lado certo para ir. 
Estava ficando ofegante, as pernas doloridas. Numa hora dessas ela pararia de correr e tentaria voltar a respirar, mas se parasse, morreria. 

Ela olhou para trás, o assassino parecia estar mais próximo, e dava pra ver que havia uma faca encaixada perfeitamente em seu cinto. 
A rua supostamente longa chegou ao fim, entretanto, não havia mais rua. Apenas um muro alto, difícil de escalar.
Não, ah não, isso não.

Mesmo assim tentou subir, o muro era alto, porém, ela também era. E suas mãos alcançavam o topo.
Sentou-se na borda, e observou a distância que ela possuía para com o chão. 
Ao pular, correria o risco de quebrar um membro, ou até de bater a cabeça e morrer. 
Se quebrasse um membro, morreria assassinada, porém, se batesse a cabeça, poderia morrer devido à quantidade de sangue que perderia. E mesmo assim ele teria a opção de esfaqueá-la caso decidisse pular o muro também.

Ela preferia morrer de um quase suicídio, ou assassinada?
E pulou.
Tudo ao seu redor foi ficando mais escuro do que já estava, as ruas foram sumindo e se transformando no mais absoluto preto. Que parte do corpo ela atingira?
Seus olhos se fecharam e o cenário desapareceu.

Este post faz parte do desafio 642 Coisas sobre as Quais Escrever, quem estiver interessado em participar, basta acessar a página do facebook aqui.





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