#Resenha | Comer, Rezar, Amar

20 junho 2015


Comer, Rezar, Amar é uma história baseada em fatos reais que conta a história de Elizabeth Gilbert, sobre o alter ego de Liz.
Por causa de uma matéria, ela viaja a Bali onde acaba consultando um curandeiro chamado Ketut Liyer, que ao consultar as mãos da protagonista, revela a ela que ela teria dois casamentos: um longo e um curto, que ela perderia todo o dinheiro dela mas o recuperaria rápido, que voltaria a Bali para ensiná-lo inglês e em troca, ele a ensinaria tudo o que sabe.
Voltando para Nova York, não demora muito para que o casamento dela vá para o saco. Ela estava deprimida, não queria causar mal a ninguém, porém, o ex dela acaba odiando-a. 
Em seguida ela acaba se relacionando com David, porém, ela acaba sendo um tanto quanto grudenta: ela grudava, ele se afastava, então ela grudava mais ainda e ele se afastava mais ainda. O que acaba em merda também.
Sentindo-se no fundo do poço, ela decide embarcar em três viagens: uma para a Itália, uma para a Índia e outra para a Indonésia (de volta à Bali).
Na Itália ela vai se recuperando e se animando aos poucos enquanto faz novas amizades e come pra caralho, na Índia ela opta pela meditação na tentativa de acalmar os pensamentos na busca da paz de espírito, e em Bali ela se depara com a decisão de se abrir ou não para amar novamente, depois de apenas tomar no cu das mais diversas maneiras.
Sim, ela perde o dinheiro e o recupera rápido, e sim, ela ensina inglês pro velho e ele a ensina tudo o que sabe. Mas não vou dar mais spoiler do que isso.

O livro é meio parado, mas não é tão meloso apesar de contar uma história real sobre superar a depressão (mas isso depende do seu conceito do que é meloso ou não). Algumas das partes mais desnecessárias são quando a autora decide dar aulas de história e geografia, contando fatos sobre a cultura e a história dos locais que ela visitava. Isso pode deixar o leitor um pouquinho entediado, além de ser um pouco dispersivo, mas pense pelo lado bom: quem sabe assim você aprende alguma coisa. 


Fato aleatório (não precisa ler se não quiser): JAMAIS diga pra um indiano que você não tem planos de casar ou pior: que você é ateu/ateia. A protagonista do livro estava certa em responder "ainda não" quando perguntavam sobre ela ter ou não um marido. E ainda bem que ela acreditava em Deus, porque eu não acredito e quando eu disse isso pra um indiano do Face... "o que??? E que motivos você tem para não querer Deus???". Cara, não é que eu não queira Deus, o negócio é que eu não acredito mesmo. =P ~deletado e bloqueado~
Uma das características que eu mais gostei nesse livro é que tudo vai acontecendo bem aos poucos, sem atropelar nada. Não tem aquele problema de finais repentinos ou de reviravoltas doidas, tudo é mostrado de um jeito bem tranquilo, sempre focando nos detalhes certos. 
É legal observar o jeito como ela vai melhorando e evoluindo gradativamente, acabei até lembrando de algumas coisas. O que não significa que eu me identifique com a história, é meio óbvio que eu não tenho quase nada em comum com ela, né? Recém fiz 20 anos, nunca tive nada lá muito duradouro e não tenho grana pra viajar, mas sim, quero muito fazer jornalismo.
O meu trecho favorito do livro é a seguinte piada (que eu até grifei pra achar mais rápido quando eu quiser ler ela de novo):

Existe uma piada italiana maravilhosa sobre um homem pobre que vai à igreja todos os dias e reza diante da estátua de um grande santo, dizendo: "Querido santo, por favor, por favor, por favor... me conceda a graça de ganhar na loteria." Esse lamento dura meses. Por fim, irritada, a estátua ganha vida, baixa os olhos para o suplicante e diz, com uma repulsa cansada: "Meu filho, por favor, por favor, por favor... compre um bilhete". Página 255

Sim, eu entendi a piada. Lembra daquele ditado, "Deus dá a farinha mas não amassa o pão"?. Você é quem deve dar a farinha para amassar o pão, pois se você não tomar uma iniciativa, nada acontece. 
Mas a piada é engraçada, vai? Eu gostei dela shuashuashua



O filme é tão tranquilo quanto o livro e é bem fiel ao mesmo também, apesar de trocar alguns nomes e omitir alguns acontecimentos. 
Mas isso é normal: o livro que eu li possuía 472 páginas, seria meio difícil incluir tudo isso em um roteiro, né?
Só é uma pena que não tenha aparecido as partes em que Wayan tenta passar a perna na Liz, e olha, não sei se eu teria tanta tolerância com isso. Odeio mentiras, a qualidade que eu mais valorizo em uma pessoa é a sinceridade, ou seja: não perdoo traições, mentiras e enganações. 
Mesmo sabendo que a mulher era pobre e deu a sorte de ter uma quantia enorme de dinheiro em sua conta bancária, isso não é desculpa para enrolar ninguém, não interessa se você vive em um lugar onde os mais espertos conseguem tudo, e os mais inocentes perdem tudo: se você sabe a diferença entre o certo e o errado, opte pelo certo e pronto. Não tem desculpa. 
"Ai, Amanda, coitada". Coitada nada, se ela achava ofensivo ser considerada uma cascateira (sinônimo de trapaceira), é porque sabia que estava fazendo merda. "Ah, mas não é certo que ela tenha roubado". Assim que a Liz disse que os amigos dela estavam enfurecidos, a mulher achou uma casa do nada e resolveu tudo. Que coincidência, né?

Traduzindo: leiam o livro primeiro, assistam o filme depois.

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