Tributo aos sensíveis

30 junho 2015


Eles são irritantes, chatos e às vezes, entediantes. Eu não diria que fazem tempestade em copo D'água. Eu diria dilúvio em tampinha de garrafa. Se importam com o pouco, sentem-se agonizados com os mais miseráveis detalhes.
Mas quer saber? Prefira eles!
Prefira eles do que os egoístas, os frios, os estúpidos e os ignorantes! Porque esse grupinho aí, meu filho, não está nem aí pra você.
Agora os sensíveis, eles são os melhores. São confiáveis, são confidentes, são conselheiros. São fiéis. São chorões também, mas e daí? 
Jamais partiriam um coração, não de propósito. Não sem se sentir amargamente arrependidos depois. É que às vezes eles esquecem que de vez em quando é impossível não magoar as pessoas. 
Eles não conseguem ser frios, se importam até com quem não merece. Rancor, vingança... são coisas podres e incompreensíveis para eles. Sinônimo de infantilidade.
Não se canse deles. E se cansar, sinta-se um imbecil. Amigo melhor do que eles você certamente não irá achar. Sabe por quê? 
Achar um companheiro de balada é fácil. Achar alguém pra ficar bêbado com você é fácil. Achar alguém pra pegar dez com você é fácil. 
Quero ver achar alguém que segure o seu cabelo enquanto você vomita. Alguém que não conte pra ninguém caso o seu lado embriagado assassine o seu lado misterioso. Alguém que te dê apoio nas horas difíceis em vez de te chamar de dramático, dizer que é fase, dar um tapinha nas suas costas como quem diz "tadinho, tem muito o que aprender" e ir embora. 
Sensibilidade é o mais mais, é um dom para poucos. Quem disse que para ser sensível não se pode ser forte? É preciso ser forte para ser sensível, porque é preciso ter força para não perder a fé na humanidade.

Fragilidade. Um defeito que é irritante para os outros e uma tormenta para quem o tem.

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