#Resenha | saga A Seleção

04 julho 2015


Confesso que a princípio eu nem queria ler essa saga, eu achava que era aquela merdinha cheia de coisas melosas com príncipes e princesas, final feliz, beijo de amor verdadeiro, etc. Aquele tipo de livro que só presta pra esfregar na sua cara o quanto a sua vida amorosa é um cu fedido e mal lavado.
Porém, minha melhor amiga leu e recomendou, e ela odeia romances utópicos tanto quanto eu (apesar de estar namorando ela ainda detesta clichês). Vi resenha no Morando Sozinha também, e ambas diziam que a saga não é tão "mimimi" quanto parecia. E as duas pensavam a mesma coisa que eu antes de ler.
Mas mesmo quando eu via o resumo, dizendo que a America era uma garota forte que só entrou na seleção pra ajudar a família eu ainda achava meloso, então elas não me convenciam muito.

Mesmo assim fiquei curiosa e baixei os PDF's, só pra variar. Sim, eu baixei: não tinha certeza se ia gostar, então não queria gastar dinheiro com uma coisa que eu já estava julgando.

Vou tentar fazer um resumo curto dessa vez (para de rir, faz favor?): America, como eu já disse, é uma garota forte, durona e inteligente. Determinada, teimosa e autêntica também. Exatamente o tipo de protagonista que eu gosto (mocinhas esperando pra serem salvas definitivamente não fazem o meu estilo).
Ela vivia em Illea: um país surgido após a quarta guerra mundial que vivia em uma ditadura monárquica cujo rei era um tirano filho da puta. 
O país era divido em 8 castas. A primeira casta era a coroa. A segunda, terceira e quarta eram as mais ricas, sendo a quarta já um pouco pobre. Da quinta até a oitava a miséria aumentava gradativamente, sendo a oitava a mais fodida de todas. Tipo mendigo mesmo.
América pertencia à quinta casta, e era música. Tocava violino e era apaixonada por Aspen, que era da sexta casta. Porém, o romance entre eles era proibido e eles namoraram em segredo por dois anos. Desobedecendo o toque de recolher furtivamente, colocando suas vidas em risco e tudo o mais. 
A seleção era um concurso em que garotas das mais diversas castas concorriam para ser a esposa do príncipe Maxon, e com isso a princesa e futura rainha também. O sistema era esse desde sempre porque o primeiro rei deles entrou no poder casando-se com a rainha.
America não queria participar pois amava Aspen, porém, sua mãe a estava pressionando porque isso melhoraria a vida de sua família, e Aspen a convenceu também. O filho da puta juntou dinheiro para o casamento deles e quando America descobriu, quis fazer um mimo. Só que ele não gostava de ser paparicado porque a casta seis nasceu pra servir e blá blá blá. Ele era orgulhoso, pronto. Então ele a convenceu a se inscrever, e em vez de se casar, terminou com ela. Em uma ou duas semanas depois ela foi escolhida.

Realmente, a saga foi bem diferente do que eu imaginava: eu achava que ia ser toda perfeitinha e tal. E ok, tem alguns clichês. Triângulo amoroso? Por favor, né, Kiera? 
E tem também mais um clichê: a princípio ela achava o príncipe Maxon arrogante e sério, mas ele se revelou engraçado e carente. Primeiro eles se tornaram amigos, depois melhores amigos. Ele se apaixonou por ela, mas ela ainda amava Aspen ¬¬ Aff.
O estranho é que no primeiro livro ela só quer amizade do começo ao fim, e só não saia da seleção porque o príncipe sabia de sua história e quis ajudar. No segundo ela já começa apaixonada pelo príncipe, deixando Aspen de lado. No meio do livro ela tem uma recaída, mas depois ela o esquece de novo.
O final é estupidamente repentino: tava enrolando, tava empacado, ela gostando do Maxon e pensando em um jeito de contar isso para Aspen. Do nada ela e o Maxon treparam, Aspen viu eles juntos e tirou satisfação. E enquanto America tentava se explicar, pedindo desculpas, Maxon a pegou no flagra, descobrindo repentinamente que o ex filho da puta era o Aspen e que por um tempo eles tiveram um caso no palácio, transando escondidos "livin la vida loka".
E mais uma vez, do nada, quando eles estavam com a cara fechada um para o outro rolou um ataque de rebeldes violento, o rei e rainha morreram,  o príncipe quase morreu também, eles pediram desculpas um para o outro, ele falou aquela merda de "meu Deus, olha o que íamos fazer um com o outro", eles sobreviveram, casaram, Aspen foi perdoado pela nobreza, ficou com a empregada Lucy e fim. '-' 
Para o mundo que eu quero descer, como assim??? Mal deu pra acompanhar essa reviravolta toda! 
Apesar disso tudo, a saga é legal, dá pra rir em várias cenas e a personalidade da América é o destaque perfeito pra você desencanar dos clichês.

Em A Herdeira, a filha puxou a mãe no quesito teimosia e personalidade forte, porém, era bloqueada para o amor porque acreditava que isso enfraquecia as pessoas e fazia elas perderem a "dureza" e a autenticidade. Bom, não acho que o amor te deixe tão fraco e faça você se perder tanto, mas que deixa as pessoas meio bobas, isso deixa. É foda ser do tipo que perde a firmeza quando se apaixona. 
Mas enfim, eu me surpreendi com esse quarto livro pelo seguinte motivo: o cara que ela detestava foi inscrito na seleção contra a vontade dele e eles se tornaram amigos bem próximos. Ok, clichê de novo. Eu achei que eles fossem se apaixonar, mas me enganei: o livro terminou quando ela decidiu que ia dar uma chance para a seleção e se desprender um pouco, se deixar levar e parar com essa frescura de "não vou me apaixonar porque sou mais forte que isso". Não deu indícios nenhum de com quem ela ficaria.
Não vou explicar por quê a seleção se repetiu no quarto livro, dessa vez com uma garota em vez de um príncipe porque já dei spoilers demais. E deixei outras coisas em off também, como as revoltas frequentes de rebeldes sulistas e nortistas, sendo os sulistas assassinos a sangue-frio e os nortistas, meros baderneiros. Ok, agora já falei, mas não vou explicar nada além disso. Se quiser entender a história melhor, terá que ler e evitar de planejar meu assassinato porque agora você já sabe como termina (eu avisei que ia ter spoiler u.u).

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