The A Team, Ed Sheeran | Será que a Prostituição é uma Escolha?

30 julho 2015


O post de hoje vai ser um pouquinho diferente porque pelo visto é a primeira vez que eu misturo a minha opinião sobre um clipe com a reflexão sobre um assunto polêmico.
O fato é que eu tô programando esse post dia 24 de Junho (pois é, ler isso aqui vai ser tipo uma viagem no tempo, porque todos os meus posts são programados), em uma época em que eu estou viciada nessa música há séculos.
A princípio, me apaixonei pelo ritmo e pela sonoridade da letra. É boa de pronunciar, sabe? Eu gosto disso.
Eu ouvi a música pela primeira vez sem ter visto o clipe, e quando eu o vi, fiquei com vontade de descobrir o que a letra dizia. 
Quando descobri, me surpreendi: é a primeira vez que eu vejo alguém falando sobre prostituição se colocando no lugar da prostituta em vez de julgá-la. 
Não estou dizendo que o Ed Sheeran é a primeira pessoa a fazer isso, muito menos que eu sou a favor da prostituição, como quem diz: "se prostitui, amiga". 
Só acho que cada um tem uma história diferente, e nem sempre a prostituta está nessa vida porque quis. Aliás, será que é tão feio assim ganhar dinheiro por transar? Mas enfim, isso já seria assunto pra outro post em que talvez eu apanhasse na rua caso ele tivesse muitos acessos.
Na letra é dito que ela tá nessa vida desde os 18 anos, pelo que parece, né? 
Vai que ela era de uma família miseravelmente pobre, e ficou órfã. Não tinha emprego, não permitiram que ela se alfabetizasse, os pais eram violentos, enfim. Alguma coisa aconteceu para que ela não pudesse trabalhar em algo julgado "decente", então ela procura desesperadamente por qualquer fonte de renda apenas pra poder comer e pagar as contas.
Aí você questiona: "ain, por que não junta pra fazer um curso?". Gente, pelo amor de Deus, realiza: ela precisa se prostituir pra comer. Como ela vai juntar dinheiro pra fazer curso?


Agora você pode estar querendo me dizer duas coisas:

1. Amanda, provavelmente ele fez essa música pensando em prostitutas no geral, não em uma pessoa específica.
2. Tá se importando com isso por quê, se você nunca conviveu com esse tipo de coisa?

Realmente, às vezes eu me sensibilizo demais com coisas que não são da minha conta, fico me intrometendo, querendo ajudar e no final nem faz diferença (e eu tomo no cu na maioria das vezes, se bobear ainda sou mal-interpretada, mas isso nem precisa dizer, né?). 
Só acho que se você precisa se identificar com a história de alguém pra ter empatia e querer ajudar, você é um cuzão, e ninguém é trouxa ou hipócrita por tentar se imaginar no lugar dos outros às vezes, não importa quão polêmico seja esse lugar.
E outra: a música não foi sobre uma pessoa específica, ok. A história que eu inventei provavelmente não tem nada a ver com a música, ok também. Mas pode muito bem ser a realidade daquela pessoa que você olha na rua e pensa: "vagabunda, nem vou dar esmola que ela vai usar pra comprar droga". Sua vida vai ser afetada se ela usar seus 10 centavos pra comprar droga? Não. Mas a vida dela vai melhorar bastante por uns minutos se esse dinheiro realmente for pra comer.
Se saber pra onde esse dinheiro vai realmente interfere na sua vida, tenta comprar algo baratinho pra ela comer, então. Se puder na hora. 
Você não sabe o que aconteceu na vida da pessoa pra ela estar onde está agora, e se não pode ajudar em nada... pelo menos tenta não falar merda. =)
Talvez digam que eu sou hipócrita ou que só estou querendo "pagar de santinha" com essa reflexão, e me impressiona que você se incomode com isso caso fosse verdade. Você se estressa mais fácil que eu. 
Mas é o que eu penso, e é uma pena que quase toda reflexão seja vista como falso moralismo.

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