Loira Burra? Desde Quando?

25 agosto 2015


Alguma vez você já teve curiosidade para saber de onde veio aquele mito de que toda loira é burra?
Porque eu já. Como eu nasci loira, já que sou descendente de alemães, cresci ouvindo algumas piadinhas sobre esse estereótipo. A curiosidade pra saber de onde veio esse pensamento de merda sempre foi maior do que a própria ofensa.
Até porque a pessoa precisaria ser muito idiota pra realmente acreditar que cor de cabelo define inteligência, né?

O preconceito é antigo mesmo, pois o primeiro a falar sobre o assunto foi um poeta romano chamado Propércio, no século 1 A.C.: 

Muitos males cercam a garota que estupidamente pinta seu cabelo com uma falsa cor.

Ele estava criticando as mulheres que tentavam imitar as Gaulesas e as Germânicas, que eram de povos bárbaros (portanto estúpidos, como eram considerados na época), e isso era sinal de idiotice.
Porém, com o passar do tempo, Roma caiu, os gringos se civilizaram e o preconceito continuou.

Para fazer com que o mito durasse, foi criada uma teoria com base na biologia:

Cabelos claros são comuns em crianças, e à medida que crescemos ele vai escurecendo. Logo, cabelos claros são associados à infantilidade, ingenuidade e inocência.

Cabelos claros. Só o machismo mesmo pra fazer com que sobre pras mulheres, porque a princípio homens de cabelos claros poderiam ser considerados burros também, se fosse pra seguir essa lógica que não tem muito nexo.
No Brasil, esse preconceito se popularizou graças a uma música do Gabriel o Pensador, que foi estupidamente mal-interpretada:


A letra foi feita para aquelas mulheres que vivem de aparência, maquiagem, tintura de cabelo, etc. E o refrão foi escolhido baseando-se em uma moda da época: todas queriam platinar o cabelo pra copiar as paquitas da Xuxa.
Que a loira não é burra todos já sabemos, agora entendemos mais ou menos a origem das piadas (que infelizmente até que são engraçadas às vezes).

Fonte: http://super.abril.com.br/cultura/quem-inventou-que-as-loiras-sao-burras

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