#Resenha | Apaixonados Anônimos

11 agosto 2015


Conheci esse livro há um tempo atrás, no Instagram de um blog muito legal chamado Eba, Livros. Eu vi a citação divertida que eles postaram, depois dei uma olhada no resumo do livro e pensei: "preciso ler esse livro". Quando eu vi o trecho eu tava naquelas de "Não vou me apaixonar por ninguém". Atualmente a situação tá mais pra "Segura nas mãos de Deus e vai!", hahahaha. Detalhe: sou ateia. Detalhe 2: Deus pode ser adaptado pra destino, se preferirem.
Mas eu não tava muito segura pra comprar ele pela internet na época, e sempre aparecia algo mais importante pra comprar, que se sobrepunha à qualquer livro que eu desejasse. O tal trecho era o seguinte:




Depois de um tempo (um bom tempo) eu dei um jeito de baixar em pdf. Mas como eu já tinha reparado que essa coisa de bloqueio emocional é meio idiota, eu não sabia se ainda ia me identificar muito com o livro. E não sabia se valia a pena ler algo que me mantesse naquela zona de conforto pessimista do "não vou me apaixonar".
Pra vocês terem uma ideia, olha a sinopse do livro que havia me feito desejá-lo tanto:

CANSADA DE SOFRER POR AMOR? JÁ PERDEU AS ESPERANÇAS DE ENCONTRAR SUA ALMA GÊMEA? NÓS TEMOS A RESPOSTA PROS SEUS PROBLEMAS! SUA ALMA GÊMEA NÃO EXISTE! E CONOSCO VOCÊ VAI TER A CHANCE DE APRENDER A SER FELIZ SOZINHA E NUNCA MAIS SE ILUDIR POR ALGUÉM. Esse é o bilhete que Lana recebe, misteriosamente, após passar por mais uma decepção amorosa. De cara pensa ser uma brincadeira (que idiotas participariam de um grupo que prega o não amor, oras!) para logo depois pensar um pouco melhor (e se ela for como eles e, realmente, sua alma gêmea não existir, oh céus!). Seria o amor um vício que precisa de cura? Apaixonados Anônimos é uma comédia romântica que, apesar de romântica (?!), ensina a não amar... ou ao menos que a luta contra o amor, ao invés de triste, pode ser muito divertida, mesmo que uma luta perdida. Cada capítulo do livro é um passo a ser seguido (ou não) em que acompanhamos as desventuras dela e dos outros integrantes do AA.

Mas quando eu li, a história me surpreendeu: ela não é pessimista nem fantasiosa demais, e não conta apenas a história de Lana.
Apaixonados Anônimos é um grupo de apoio tipo o Alcoólicos Anônimos (não precisava nem ter dito isso), e o livro vai contando a história de todos, alternando entre o passado e o presente, e as versões de cada um.
A primeira versão é a de Lana, lógico. Ela era toda atrapalhada (como eu), e bem explosiva (mais do que eu, juro). Todos os relacionamentos dela acabavam com um término decepcionante, onde ela reagia primeiro com uma explosão de ódio, depois com a mania de se culpar e finalmente, por decidir que seu ex é um canalha.
Sabe o trecho do bar ali encima? Foi mais ou menos nessa parte que ela recebeu o bilhete e a história foi se enrolando e desenrolando.
Confesso que eu tava meio lerda quando li e me confundi um pouco com aquela alternância entre tempos e versões, mas deu pra entender tudo e o livro é bem diferente do que eu pensava.
A história não prega o não amor.
Ela mostra a história de cada membro do grupo, algumas com finais felizes, outras com finais de merda, e o leitor que se apegue na que mais preferir.
Não vou dar muitos detalhes sobre o livro, até agora eu só repeti a mesma frase de modos diferentes, né? Hahahaha. Posso dizer que me identifiquei com vários aspectos da personalidade de Lana (não todos, lógico), e que a linguagem é divertida o suficiente para ter me feito rir bastante.

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