Personificação

03 novembro 2015



Sentimentos, caneta e papel (ou algo para digitar, como um notebook por exemplo). Junte tudo isso e você poderá ter um texto.
Romântico, dramático, motivador... você decide. 
Cada texto que você faz revela uma parte do que você é. Querendo você ou não, seus textos falam de você, sua história, seus problemas pessoais, e seus romances.
Cada texto que você faz é uma peça do quebra cabeça que desvenda sua personalidade, a qual muitos pensam conhecer, mas ninguém entende por completo (até mesmo quem o quer).

Outra coisa que revela muito sobre você: sua interpretação sobre os textos. Ou vai me dizer que você sabe exatamente o que estava escrito em cada um deles? 
Você pode ler as palavras, mas como saber o que há por trás delas? Como saber o que motivou aquele texto?
Talvez você não perceba, mas você interpreta do modo que melhor o convém: você tenta se encontrar em cada parágrafo que você lê.
Egocêntrico? Parece que sim, mas nem tudo é o que parece. 
Este é apenas o seu jeito de aliviar-se, mesmo que inconscientemente.
Cada frase te leva a pensar que o texto combina com você, como se quem o escreveu estivesse pensando na sua vida, não é? 
Como se aquela criação fosse o pequeno encorajamento que você precisava para aguentar o dia. Ou o mini-empurrão que faltava para tomar uma decisão duvidosa (porém necessária).  

Talvez aquelas palavras motivadoras que você leu sejam apenas um grito de socorro que você não ouviu. Talvez elas sejam o eco do seu grito de socorro.
Talvez tenha um quê de pessimismo que você não enxergou porque não quis, pois estava ocupado demais acreditando que o que você leu salvou o dia.
Talvez o desespero possa ser um herói também (vai saber?).

Quantos textos que você leu foram adaptados para sua auto-ajuda?
Quantos textos que você escreveu serviram como auto-ajuda para alguém?
Quantos elogios e agradecimentos foram causados por um pedido de ajuda não assumido?
E esse pedido, é do autor ou do leitor?
A dúvida não corrói, muito pelo contrário: ela te proporciona um suspiro de alívio.
Quem precisa ser desvendado, não é mesmo? 
Ninguém precisa ser assim, tão transparente e tão conhecido.

No fundo, todos procuram uma luz no fim do túnel. Pode ser um túnel longo, escuro e úmido. Pode ser um túnel mais curto, porém, insuportavelmente quente. 
Ou ele pode não ser tão insuportável assim, mas continua não sendo bom.
A lanterna que algumas pessoas usam para enxergar o final do túnel são os textos. 
Algumas escrevem, outras leem. Algumas escrevem e leem. Ninguém se entende de verdade, mas todos encontram o que desejam.


Um conforto.

Um comentário:

  1. As palavras sempre são de alguma forma um conforto pras pessoas, seja lendo ou escrevendo.
    Beijos

    http://mysecretworldbells.blogspot.com.br/

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