#Resenha | Felizes para Sempre, saga A Seleção

26 janeiro 2016


Faz um tempinho que eu li alguns dos livros da saga A Seleção, da Kiera Cass (veja a resenha aqui), e eu lembro de ter gostado da história porque me surpreendi com ela.
Neste, algumas partes da história são contadas a partir da perspectiva de outros personagens, além de mostrar o que aconteceu com alguns deles depois que saíram da seleção.
Achei que seria apenas um conto de fadas bobo sobre príncipes e princesas, mas a protagonista tinha personalidade forte, era durona e só entrou na seleção para ajudar a família pobre a melhorar um pouco a vida.
Adorei a frase "meu plano é aproveitar a comida até você me chutar" e acho que se eu entrasse na seleção, faria o mesmo.
Além disso, a saga mostrava um lado revolucionário com a luta dos rebeldes contra o sistema de castas.

Porém, quando eu li Felizes para Sempre, ele me deu justamente a história que eu achava que leria antes de ver como a saga realmente era: um conto de fadas sobre príncipes e princesas.
Claro que eu gostei de ver o lado de cada personagem na história, principalmente o da Marlee, mas os outros livros que eu havia lido tinham se mostrado tão feministas, tão poderosos, tão cheios de girl power, e esse aí ficou meio fraco. 
Principalmente no conto da rainha. Caralho, só observem: o príncipe Clarkson escolheu ela porque ela foi a única a dá-lo mais do que alguns poucos centímetros no corte de cabelo. Ele gostava do cabelo longo dela, mas fez um teste com todas as selecionadas para ver se elas fariam o que ele queria. Enquanto todas cortaram apenas 1cm digamos, Amberly fez um chanel e foi escolhida pelo príncipe.
Escrotisse? Sim.

Se fosse a America seria ao contrário: enquanto todas raspariam a cabeça, ela não tocaria em UM ÚNICO fio de cabelo sequer. O negócio dela seria "me aceita como eu sou ou foda-se essa merda". E quer saber? Ela estaria certa! Qual é a moral de ficar com uma pessoa que tenta te mudar toda hora? Ou que só fica contigo se você obedecer ela? 
Tem gente que reclama de gente teimosa em relacionamentos. Sempre que eu escuto isso eu penso "e qual o problema? Você é patrão da pessoa por acaso, pra ela ser obrigada a fazer o que você quiser?".
Se a pessoa disser que seu cabelo fica melhor comprido, você deixa ele crescer, passa calor, demora pra secar o cabelo, paga mais caro em progressiva e tinturas só pra ela gostar de você? Ok, é burrice, mas vai nessa. 
Mas e se o cara pedir pra você parar de ver suas amigas, você para? Se ele ficar com ciúme da sua família, você se afastaria dela? Se ele pedir pra você largar seu emprego, você larga? Se ele pedir pra você parar de estudar porque tem galinhas na sua turma, você para? 
NÃO, NÉ???

Em vários contos as garotas são mostradas como menininhas frágeis sendo resgatadas pelo seu herói. 
Sem falar que não sei se gostei das introduções da Kiera Cass em cada conto. Ela fala como se os personagens fossem pessoas reais, não pessoas que ela inventou para fazerem parte do seu livro. Por exemplo, ela disse que o príncipe Maxon foi um dos mais fáceis de decifrar e que o ama porque ele é transparente e deixa que as pessoas o conheçam. Minha filha, é LÓGICO que ele é fácil de decifrar, foi você que inventou ele!

Apesar dos adendos, até que não achei o livro tão ruim assim (até porque se eu tivesse detestado, não estaria resenhando).
Gostei por exemplo, de ver o que levava a Celeste a ser tão vaca, de ver como foi a história da Marlee e do soldado Leger, de ver como a empregada Lucy se sentia e se saber o que houve com o príncipe Maxon antes da seleção.
Mas acho que deveriam mostrar o que fez o rei Clarkson ficar tão filho da puta de repente, porque apesar de ele ser machista, ele era um verdadeiro Gentleman no conto da rainha. Talvez tenham algumas pistas neste mesmo conto, como por exemplo, a cena em que ele destruiu um cômodo ao ouvir os pais brigarem e fez a Amberly prometer que não contaria a ninguém. E também o modo como ele tratava os empregados para ajudar as selecionadas.
Isso mostrava que a personalidade dele não o tornava apto para lidar com a pressão de governar, pois ele explodia com certa facilidade. E lamento, mas a Amberly era uma sonsa mesmo.




4 comentários:

  1. Eu gostei bastante dos 3 primeiros livros de A Seleção, porém depois do quarto livro quando a história muda um pouco com a filha da América, eu já não li.
    Adorei a sua resenha!
    Beijoos

    primaveraagridoce.blogspot.com

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    1. Brigada, eu até que gostei da filha da América, e acho que ela deveria ficar com o Kile <3

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  2. Eu sou apaixonada por essa saga <3 hhaha já sabe disso só li os 3 primeiros , u-u irei ler o ultimo e torcer pra que venha os filmes .... vai saber um dia ._.

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    1. Pois é, ainda falta eu ler Contos da Seleção e Diários da Seleção. E sim, tbm tô DOIDA pra ver o filme ♥ ♥ ♥

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