8 Livros com Protagonistas Jornalistas

02 junho 2016


Como muitos já sabem, a carreira que eu decidi seguir foi a de jornalista e no momento, estou cursando pré-vestibular para conseguir passar no Enem.
Claro que uma ficção não vai mostrar como é realmente a vida de um(a) jornalista, mas para quem tem o mínimo de bom senso, dá para perceber que muitas características de certas histórias não são muito diferentes de alguns tipos de profissionais na vida real. Alguns bons, outros ruins, uns se deram bem, outros faliram... 
E esses livros estão aí para mostrar como esses protagonistas lidaram com isso (e pra contar sua história, óbvio), então vejamos alguns exemplos do que um jornalista pode passar:

1. Garota Exemplar: Em Garota Exemplar, o marido acusado falsamente de assassinar a própria esposa era um jornalista que, por conta dos avanços tecnológicos, perdeu o emprego e para não ficar totalmente na miséria, aceitou virar professor universitário. Os blogs e redes sociais ganham cada vez mais espaço, o que faz com que a mídia impressa caia cada vez mais no esquecimento, então se você um dia tiver que abrir mão das suas matérias, tenha seu plano B.

2. Objetos Cortantes: Camille recém saiu de um hospital psiquiátrico e o editor-chefe do jornal sem prestígio onde ela trabalha faz com que ela retorne à cidade natal para resolver o caso de uma menina assassinada e outra desaparecida. Cidade essa que foi a fonte de seus problemas. 
Uma pessoa que já se auto-mutilou, segundo ela, não costuma ser a primeira a ser escolhida para tratar de casos complexos, portanto ela tenta apenas não fazer um péssimo trabalho. Porém, há um momento em que ela usa o truquezinho que gera o ditado: "quem conta um conto aumenta um ponto". Não foi nada muito sensacionalista, porém, qualquer anta sabe que isso não é bem visto.

3. A Chave de Sarah: Julia Jarmond, uma jornalista americana radicada em Paris, que resolveu fazer uma matéria sobre o Vel' d'Hiv (abreviatura de Velódrome d’Hiver, um velódromo indoor usado para trancafiar milhares de judeus, para depois serem transferidos para o campo de deportação de Drancy, perto de Paris, e então transferidos para Auschwitz, onde provavelmente morreram). 
Durante o trabalho, ela descobre que sua casa foi, um dia, a moradia de Sarah Starzynski, uma criança judia que conseguiu fugir do campo de deportação de Drancy, e tenta ir mais a fundo nessa descoberta no objetivo de entrar em contato com Sarah. 
Além da história fabulosa, o livro mostra uma característica essencial em qualquer jornalista: a curiosidade, a sede de conhecimento e a perseverança para ir atrás do que quer, não importa o quanto pareça impossível, quanto mais difícil for, melhor a matéria vai ficar.

4. O Milagre: Jeremy Marsh trabalhava como colunista para a revista Scientific American, e atuava como um caçador de mitos, decifrando salafrários como aqueles que cobram para "ver o seu futuro" por exemplo, mostrando os truques que eles usam para causar essas impressões. 
Como o cargo manda, ele era extremamente cético, não acreditava em nada e acreditava que tudo na vida seguia uma lógica, sem nada de sobrenatural, místico ou mágico nisso. Ao fazer uma matéria em Boone Creek, onde supostamente há um cemitério visitado por fantasmas e uma mulher capaz de adivinhar o sexo dos bebês, ele descobre que nem tudo é tão quadrado assim. 
No livro, a velha realmente adivinhava o sexo dos bebês, e claro, isso não existe na vida real, mas mesmo assim o livro ensina a jamais ter uma ideia fixa sobre nada: esteja sempre pronto a se contradizer e mudar de ideia, até porque, um colunista até pode mostrar um lado mais pessoal, porém, um jornalista deve ser sempre imparcial.




5. Adultério: Linda, a mulher casada que trai seu marido com outro homem casado (daí o título da história), vivia em Genebra, e segundo ela, a cidade é tão entediante quanto sua vida e seu casamento, o que não gera muitas notícias polêmicas e bombásticas como ocorre aqui no Brasil praticamente todos os dias (ainda mais tendo internet).
Imagina como deve ser para um jornalista morar em um lugar que é tão parado que quase não dá furo para notícias? Haja esforço para conseguir um conteúdo inovador... o perfil de um jornalista costuma ser tão amante de novidades que trabalhar como repórter em um lugar assim chega a ser um paradoxo.

6. A Última Carta de Amor: Ellie Haworth encontra uma carta endereçada a uma mulher chamada Jennifer, falando sobre um triste caso de amor proibido que a mesma teve nos anos 60, onde divórcios eram extremamente mal vistos pela sociedade. Ela usa uma matéria em seu jornal como pretexto para ir atrás de Jennifer para falar das cartas e da história por trás das mesmas, e também vai atrás de "B", o autor da carta, esperando não apenas unir o casal, mas também resolver seus problemas amorosos.
Dois dos problemas que ela teve com isso foram: prazos e uma chefe workaholic (viciada em trabalho) que chegava na redação aparentemente antes do sol nascer.
Isso mostra uma coisa até meio óbvia não apenas na profissão de jornalista mas em outras também: se na escola você se embananava para fazer os trabalhos e perdia o prazo ou terminava muito encima dele, não fique surpresa caso sua vida profissional assemelhe-se a isso. O meu trabalho é simples demais para exigir algum prazo, mas uma ideia que eu posso sugerir é: tá se enrolando com uma ideia? Pense em outra mais rápida para por em prática enquanto seus "planos incríveis" não fiquem prontos ;) 


7. Comer, Rezar, Amar: Logo no começo do livro já é mostrado que muitos jornalistas viajam muito para fazer suas matérias. Sim, eu tô torcendo muito pra ter a sorte de me tornar uma delas.
Mas tem uma pergunta que não quer calar, não apenas nesse livro mas em muitos outros, vi as(os) chefes dizendo para as(os) funcionários que "tudo bem, a gente publica algumas de suas matérias antigas enquanto isso, ninguém vai reparar". Claro que se funciona, é só pra quem já tem um bom tempo trabalhando no mesmo lugar, mas será que realmente isso é posto em prática ou é só nos livros (considerando que ao menos essa é uma história real)?

8. Desde o Primeiro Instante: Confesso que apesar de ter lido esse livro no meio do ano passado e me lembrar bem de livros que li há mais de cinco anos, eu lembrei tão pouco dele que tive que perguntar o título do livro pro amigo que me passou ele por PDF, hahahaha. E ele também teve que procurar no celular '-'
A história fala "meio que" sobre uma Friendzone. Os protagonistas possuíam uma relação meio esquisita na universidade que deu errado, e anos depois, eles se reencontraram quando ela decidiu cancelar o próprio casamento.
Ela era jornalista, e uma estagiária acabou se tornando uma verdadeira rival, porém, ela só descobriu quando era tarde demais. Ao entrevistar alguém para uma matéria, ela viu o celular da pessoa receber uma mensagem e, curiosa, decidiu ver o que era e descobriu que a pessoa estava tendo um caso. Porém, como profissional, ela não tinha o direito de invadir a privacidade de ninguém, portanto ela não usou isso na matéria. Mas comentou o ocorrido com a falsiane, que não apenas usou em uma reportagem, como também deu a reportagem pra o jornal em que queria trabalhar, conseguindo o emprego e estraçalhando a reputação que Rachel (protagonista) possuía.
Isso mostra que, não apenas no jornalismo e nos trabalhos em geral, jamais devemos confiar em qualquer pessoa, principalmente se for para confessar um erro que possa te prejudicar bastante. E mostra também que, se não quer que descubram seu erro, apenas não o cometa.

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