Disney para Feministas

30 junho 2016


Quando as palavras "mulher" e "Disney" estão na mesma frase, o que vem na sua cabeça? Princesas né? Garotas indefesas e delicadas à espera de um príncipe encantado em suas vidas, para defendê-las de todo o mal e fazê-las felizes. Como se elas não pudessem fazer isso por si mesmas.

Porém, a Disney tá mudando cada vez mais com o passar do tempo, trazendo um canal na tv a cabo, séries e o que eu mais amo: empoderamento feminino.
Quando você reconhece o poder que tem, não precisa de mais nada.

É meio arriscado dizer isso, já que mudo de ideia o tempo todo, mas Mulan tem tudo pra ser a minha animação favorita da Disney (eu ainda preciso comprar uma camiseta Fight Like a Girl dela ♥). Sei que ela não é uma princesa, mas é minha princesa favorita porque ao contrário das outras, ela não era tão burra e ingênua, nem ficou esperando o príncipe ou deu crisinha de choro até a fada madrinha dar de lambuja tudo o que ela precisava. Ela levantou, cortou o cabelo, fez um coquinho moderno, botou o uniforme do pai dela e foi pra guerra, salvando não apenas a vida do pai, mas toda a China. Mostrando que ser mulher não a impede de conquistar seja lá o que for que ela queira. 

Apesar de o filme ter ficado meio bobinho, a Branca de Neve interpretada pela Lilly Collins foi convencida de que ela é mais forte do que pensa. Então ela foi lá, e fez o que era preciso para salvar o seu príncipe. Sem falar que Espelho Espelho Meu tem várias cenas engraçadas como a da imagem acima, fazendo com que eu adore essa vilã.

É muito legal ver as mulheres serem super-heroínas sem um uniforme que objetifique o corpo delas, ou homens sendo super heróis mesmo sendo crianças magrelas (ou apenas um bebê, hahaha). Tem apenas um detalhe: Violeta só foi aceita pelo garoto que ela gostava quando mudou o cabelo. Faltava que ela percebesse que se uma pessoa gosta de você, ela gosta. Sem porém e sem mudanças.  Apesar disso, foi ela que organizou o encontro no final do filme, toda poderosa, calando a boca dele e deixando ele pasmo.

Confesso que quando eu era pequena, eu tinha um crush pelo Peter Pan. E não era nem o real, era o desenho! Agora que eu cresci e pesquisei as imagens pra usar no post eu lembrei que ele era um babaca egocêntrico. Crianças são tão ingênuas que nem dão bola pro fato de que o Peter Pan 2 se passava em uma guerra (por um minuto achei que fosse a segunda, mas isso não ficou muito claro). Eu chorava naquela cena em que a Jenny brigou com a mãe dela, hahaha.
Eu sou um pouco parecida com ela: só acredito vendo. O segundo é melhor que o primeiro, porque a Jenny é mais independente, prática, ela não esperava ninguém ajudar ela, apenas planejava e tentava fazer com que tudo desse certo.

A Merida, de Valentie, é a estampa do meu moletom Fight Like a Girl por um motivo: ela lutou pela sua liberdade de escolha. Nem mesmo a mãe dela (que também era a rainha) conseguiu obrigá-la a ser bela, recatada e do lar. Ela não era contra o casamento, apenas queria fazer isso no momento certo, quando estivesse realmente amando alguém. Enquanto isso não acontecesse, seu marido seria o arco e flecha. Porque sim, as mulheres podem ;)

Alice fugiu de um casamento arranjado para salvar o País das Maravilhas, lutar com um jaguadarte e ao voltar, deixou bem claro que ela era dona da vida dela e que ser uma garota não a impede de ajudar nos negócios. 
Nada é impossível.

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