Fingir ignorância faz bem pra saúde?

16 agosto 2016


O Biel fez um funk para a garota que o denunciou por assédio e continuou se fazendo de vítima até que "deu uma pausa na carreira" (que esperamos ser eterna).
O MEC elogiou e mostrou como exemplo de superação uma garota que dormia apenas 4h e hoje está na Federal. 
A passagem aumentou.
As pessoas estão reclamando do Pokemón Go.
Marina Joyce trollou geral (ou tem sérios problemas com drogas).
Demi Lovato zoou o Zika Vírus.
Eike Batista morreu.
Temer pediu pra não ser anunciado nas olimpíadas por medo de vaias.
Talentos incríveis das olimpíadas estão sendo menosprezados por pertencerem ao gênero feminino. 

E você? O que acha? O que tem a dizer sobre isso tudo? O que seus amigos têm a dizer sobre isso tudo? 
O quê? Não é do seu interesse?

Que engraçado... do meu também não. Pelo menos não mais.
Todos os dias uma notícia ruim, trágica ou polêmica é contada. Notícias de todos os tipos, desde discussões de celebridades e pessoas conhecidas até estupro ou assalto.
Todos os dias as pessoas debatem sobre cada assunto apresentado pelos jornais, redes sociais, ou qualquer outro veículo que sirva para espalhar informações.
Todos os dias as pessoas acabam brigando e se estressando (muitas delas com razão) por ter lido/ouvido algo machista, racista, homofóbico, xenofóbico, etc.

Você é uma dessas pessoas? Talvez seja melhor parar de ser. Pelo menos na maior parte da semana. 
Finja que não sabe de nada. Se faça de burro. Nem leia os comentários, apenas passe os olhos na notícia e finja que não viu. Não precisa se manter desinformado como se vivesse em outro planeta, apenas prefira não se aprofundar tanto em cada texto negativo que aparecer por aí.


O jornalismo possui uma importância enorme. A informação leva ao debate, e o debate (quando feito calma e racionalmente) pode levar a uma solução. 
Porém, o ser humano não é perfeito. Não somos racionais o dia inteiro, todos os dias. Podemos evoluir? Sem sombra de dúvidas, mas isso leva tempo. E nem sempre é fácil manter a tranquilidade ao ver uma notícia relatando que o Malafaia estuprou uma jovem de 22 anos, por exemplo. 

Agora, depois de uma certa encheção de linguiça, vamos ao "x" da questão: fingir ignorância faz bem pra saúde?
Faz. E pra caralho.
Se você é do tipo que não se estressa com quase nada, e sabe conversar de boa com quem tá quase infartando, talvez esse post não faça diferença pra você.
Mas pra muitos faz.
Experimente esquecer a área de comentários por um mês. E quando o mês terminar, experimente mais um. 
Esqueça os debates. Esqueça por um tempo a sua vontade de convencer as pessoas ao seu redor a desconstruir tabus e preconceitos.

Em vez de passar uma hora por dia debatendo e revirando os olhos com cada resposta absurda, experimente passar essa "uma hora" ouvindo música, por exemplo.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/06/musica-acalma-ajuda-na-atividade-fisica-e-tambem-pode-aliviar-dores.html


Por um mês, finja que é ignorante. "Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe" será sua resposta mental a cada "concorda comigo?" que você ler ou ouvir.
Óbvio que as notícias não são sua única fonte diária de estresse, mas pra quem está acostumado a acompanhar tudo, é uma carga e tanto. 
Considerando os bens que a música faz para o organismo, acredito que dá pra imaginar o quão melhor podemos ficar se por uma hora, focarmos apenas em uma melodia/letra. 
Apenas uma hora do seu intervalo, ou apenas alguns minutos no ônibus. Use sua ignorância a seu favor e esqueça do mundo. 

Lembrando que a música é apenas um exemplo, apesar de uma matéria sobre as consequências positivas que ela nos traz ter sido usada como referência, qualquer atividade que você goste de praticar pode também liberar hormônios como a dopamina e a endorfina, que trazem aquela sensação de "glória aleluia" pra gente.

Ou seja: ler, escrever, assistir a alguma série, zoar com seus amigos, se o estresse vindo de determinadas informações for substituído por esses momentos de alegria, seu corpo irá responder com um sonoro "vaai safadão". 

Concorda com a minha teoria? Comente ali embaixo ;)



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