Vamos embora para Pasárgada?

13 novembro 2016


Pec 241.
Reforma do Ensino Médio.
Crivella no Rio.
Temer no Brasil.
Trump nos EUA.
E Bolsonaro querendo se eleger em 2018 (please, don't!).

Quando eu via aquelas séries americanas eu pensava: "porra, o Brasil é um lixo, morar nos EUA que deve ser legal, com os armários nas escolas, o baile de formatura, poder aprender a dirigir aos 16 anos..."
Aí o Trump foi eleito. "É... deixa pra lá, como será que é a vida no Canadá?"

Ok. Canadá é um país seguro, as pessoas não precisam de portões, dormem de porta aberta, etc. Mas e Pasárgada, como é que é?

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei


 Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu năo sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive


 E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada


 Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar


 E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira inventou seu próprio paraíso. Por que não inventarmos o nosso?

O meu, pelo menos, não é uma monarquia, e sim uma república democrática. E não apenas eu, mas todos são amigos da presidente (sim, mulher ♥), porque ela é honesta.
A educação é gratuita para todos (inclusive a faculdade), basta se matricular. Não há bairro que não tenha escolas de Ensino Fundamental, Médio e universidades.
Tem praia. Tem campo. Tem tudo.
Tem um processo seguro de impedir a concepção, e um processo seguro para remediá-la também. Mas quem não quiser que não o faça.

Lá todos podem dormir de portas e janelas abertas. Se precisar sair no meio da noite por qualquer motivo, não precisa tirar o short por "segurança". Isso a cidade já tem, e mesmo se algo ocorresse, o criminoso é quem seria punido e repreendido, a vítima apenas denunciaria e exerceria seu direito de ir e vir.

Dá pra andar de bicicleta bem de boa (faz bem pra saúde!), e as ruas têm ciclovias. 
A internet é barata e rápida. Os planos de celular das operadoras idem.
Não há aquele monte de contas absurdas a se pagar para ter um teto, e não há sem teto.

Não tem racismo, transfobia, xenofobia ou qualquer outro tipo de preconceito.
Não há bullying.
As pessoas só se intrometem na vida umas das outras se for para ajudar.
A solidariedade e a honestidade prevalecem, e o amor é a regra n° 1.

Vou-me embora para Pasárgada.
Quer ir comigo?



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